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A
Groenlândia é um território dinamarquês autônomo.
Foto: Lucas Jackson/Reuters
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O presidente
americano consultou seus assessores sobre a possibilidade de os Estados Unidos
comprarem a ilha dinamarquesa, segundo o Wall Street Journal. Ministra disse
que o lugar não está à venda.
A Dinamarca rebateu, nesta
sexta-feira (16), uma suposta intenção do presidente americano, Donald Trump, de comprar a Groenlândia, informou a agência de
notícias Reuters. A ideia foi ridicularizada por vários políticos do país, como
a ministra de Relações Exteriores da ilha e um ex-primeiro ministro
dinamarquês.
"Tem
que ser uma piada de primeiro de abril", declarou Lars Lokke Rasmussen,
ex-primeiro ministro, no Twitter. "Totalmente fora de contexto".
"Estamos
abertos a negócios, mas não estamos à venda", delcarou Ane Lone Bagger,
ministra de Relações Exteriores da ilha.
"Se ele realmente
está contemplando isso, então esta é a prova final de que ele enlouqueceu,
disse Soren Espersen, porta-voz de assuntos estrangeiros do Dansk Folkeparti
(Partido do Povo Dinamarquês, em português).
"A
ideia de a Dinamarca vender 50 mil cidadãos para os Estados Unidos é
completamente ridícula", declarou Espersen.
Aaja Chemnitz
Larsen, parlamentar dinamarquesa do segundo maior partido da Groenlândia, o
Inuit Ataqatigiit (IA), disse à Reuters que tem certeza de que "a maioria
da Groenlândia acredita que é melhor ter uma relação com a Dinamarca do que com
os Estados Unidos, a longo prazo".
"Meu
primeiro pensamento é não, obrigada", disse Chemnitz Larsen.
A ideia também
foi criticada do lado americano. Ex-embaixador dos EUA na Dinamarca, Rufus
Gifford afirmou que "essa é uma completa e total catástrofe".
O
primeiro-ministro dinamarquês, Mette Frederiksen, o ministro das Relações
Exteriores, Jeppe Kofod, e a embaixada dos EUA em Copenhague não comentaram o
assunto até o momento.
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A
Groenlândia vem ganhando atenção de superpotências globais
devido à sua
localização estratégica e recursos minerais.
Foto: Lucas
Jackson/Reuters
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A Groenlândia é
uma região autônoma da Dinamarca, que é responsável pela defesa e política
externa da ilha. O país nórdico colonizou o lugar no século XVIII, e, hoje, o
território de 2 milhões de km quadrados abriga cerca de 57 mil pessoas, a
maioria pertencente à comunidade inuit. A ilha tem autonomia sobre seus
assuntos domésticos.
Em 1917, a
Dinamarca vendeu as então ilhas dinamarquesas das Índias Ocidentais por US$ 25
milhões para os americanos, que as renomearam como Ilhas Virgens dos Estados
Unidos.
Interesse
Na quinta-feira
(15), o jornal "Wall Street Journal" noticiou que Donald Trump
consultou seus assessores sobre a possibilidade de os Estados Unidos comprarem
o território dinamarquês autônomo. O presidente tem curiosidade sobre os
recursos naturais e a relevância geopolítica da área, disse o jornal.
O americano
expressou interesse no lugar - que tem 85% da superfície coberta por gelo -,
perguntando a seus conselheiros se era possível que os Estados Unidos o
adquirissem, disse o jornal na quinta-feira (15), citando pessoas que sabem
dessas deliberações.
Duas fontes familiarizadas
com a situação disseram à Reuters que a idéia havia sido tomada por alguns
conselheiros como uma piada, mas levada a sério por outros na Casa Branca.
Trump deve
visitar Copenhague em setembro, e o Ártico estará em pauta durante reuniões com
os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia.
Alguns
conselheiros de Trump acreditam que adquirir a Groenlândia pode ser benéfico
para os Estados Unidos, enquanto outros consideram a ideia um "fascínio
efêmero" do presidente, afirma o Wall Street Journal.
Outros de fora
do governo dizem que o interesse de Trump pode ser devido ao desejo de cimentar
seu legado, de acordo com o jornal, enquanto seus conselheiros discutem o
potencial de maior influência militar dos Estados Unidos. A ilha vem ganhando
atenção de superpotências globais devido à sua localização estratégica e
recursos minerais.
A base aérea
americana de Thule está na Groenlândia há décadas.
Não é a
primeira vez que o presidente expressa interesse por propriedades em outros
países: em uma ocasião, ele disse que as "fantásticas praias" da
Coreia do Norte seriam o local ideal para alguns prédios de apartamentos.
Por G1


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