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Pinheiro
está preso desde 2016
Agência
Câmara - 26.5.2015
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Ex-executivo da
OAS foi uma das principais testemunhas no processo que levou à prisão do
ex-presidente no caso do triplex do Guarujá (SP)
O ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro, reafirmou as
acusações que fez contra o ex-presidente Luiz Inácio da Silva e disse que não
foi coagido a mudar suas declarações para conseguir um acordo de delação
premiada com a Lava Jato.
As declarações
foram feitas em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo, divulgada nesta
quinta-feira (4).
Esta é a
primeira vez que Pinheiro fala à imprensa desde que foi preso, em 2016. Pinheiro foi uma das principais
testemunhas do processo do triplex do Guarujá (SP), que levou à prisão do
ex-presidente. Segundo o ex-executivo, suas declarações foram endossadas por
provas.
"Afirmo
categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou
pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal", diz.
Pinheiro diz
que conseguiu o acordo de delação antes de ser preso, dizendo que não sofreu
pressão das autoridades. Para ele, delatar Lula foi uma "forma de passar a
limpo erros". O ex-executivo disse ainda que seu compromisso com a verdade
é "irrestrito e total".
"Não sou
mentiroso nem vítima de coação alguma", afirma. "A credibilidade do
meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos."
Apartamento
era de Lula
Na carta, o
ex-executivo nega a mudança de versões: "A primeira vez que fui ouvido por
uma autoridade sobre o caso denominado como tríplex foi no dia 20 de abril de
2017, perante o juiz federal Sergio Moro".
Na mensagem
enviada em papel ao jornal, Léo Pinheiro assegurou que "o apartamento
nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era seu real
proprietário", relembrando o que afirmou a Moro no depoimento.
Em seguida,
reforçou que as benfeitorias no imóvel seguiram as ordens de Lula e familiares.
"Preciso dizer que as reformas não foram um presente", disse.
Léo Pinheiro
ainda repetiu as acusações que fez ao ex-presidente nos processos judiciais,
detalhou as idas ao tríplex e ao sítio junto com Lula e garantiu que os
depoimentos dados ao Poder Judiciário foram feitos "de maneira espontânea
e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão
de meu direito constitucional ao silêncio".
Vazamento de
mensagens
Em algumas
mensagens, procuradores se mostraram desconfiados a respeito do empreiteiro.
Segundo a Folha, as mensagens indicam que Léo Pinheiro só passou a ser
considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o
apartamento de Guarujá que a empresa afirmou ter reformado para o líder
petista.
Pinheiro teria
mudado sua versão de depoimento duas vezes até que, em 2017, afirmou que o
triplex seria de Lula. O ex-executivo disse que as obras no apartamento e no
sítio de Atibaia eram financiadas pela OAS e descontada de propina ao PT.
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Reprodução/
Folha de S.Paulo
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Defesa de
Lula
Em nota, a
defesa do ex-presidente Lula, afirma que carta encaminhada por Léo Pinheiro ao
jornal Folha de S. Paulo, no dia 4 de julho, é incompatível com os diálogos de
procuradores da Lava Jato divulgados pelo próprio jornal e pelo “The Intercept”
e em momento algum abala o que sempre foi demonstrado pela defesa do
ex-presidente.
A defesa
reafirma que na prisão, Pinheiro fabricou uma versão para incriminar Lula em
troca de benefícios negociados com procuradores. "A pressão sobre Léo
Pinheiro para incriminar Lula, tal como revelado pelos citados diálogos, é
compatível com os acontecimentos da época".
Do R7


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