![]() |
Foto:
Nelson Perez
|
Em Campos, governador participou do Rio Agro Coop. Evento contou
com mais de 500 produtores rurais.
O governador Wilson Witzel defendeu, nesta quinta-feira (23/05), em
Campos, a permanência dos royalties da cadeia produtiva do petróleo no estado
do Rio de Janeiro. Atualmente, tramita no Superior Tribunal Federal um processo
para suspender o trecho da Lei dos Royalties, que mudaria as regras de divisão
dos recursos. De acordo com o texto sancionado em 2013, a redistribuição dos
tributos aumentaria o repasse de dinheiro a estados e municípios não produtores
e diminuiria a parcela destinada aos estados e municípios onde há extração.
- Eu fui juiz durante 17 anos. Se tem alguém que sabe bater bola nesse
campo, sou eu. É no campo jurídico que vamos convencer os ministros, porque
essa mudança é inconstitucional. Vamos lutar e vamos mostrar para o Brasil que
os royalties do Rio não resolvem os problemas dos municípios, não resolvem os
problemas da educação e das nossas cidades. Mas precisamos ter em mente que,
sem esses recursos, vamos acabar com a economia do Rio de Janeiro. O petróleo é
nosso e ninguém tira - afirmou o governador.
Produção agrícola
Em Campos, Witzel participou, ao lado de mais de 500 produtores
rurais, do Rio Agro Coop, que marca o início do ciclo agrícola 2019-2020 da
cana-de-açúcar. A atividade emprega cerca de 5 mil pessoas a cada
safra e contempla 10 mil pequenos proprietários rurais no município do Norte do
estado. O evento é organizado pelo Sistema OCB/RJ e a Cooperativa
Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro).
| Foto: Nelson Perez |
O governador afirmou que o Governo do Estado vai criar um grupo de
trabalho envolvendo secretarias estaduais, prefeitos da região e representantes
dos produtores rurais. A ideia é detectar os problemas dos agricultores e, com
a reunião dos órgãos, ajudar a solucionar tudo de forma mais rápida. De acordo
com a Coagro, as cooperativas produzem cerca de 800 toneladas de cana, mas, com
incentivos, têm a capacidade de quase duplicar esse número. Hoje,
aproximadamente 80% da cana colhida é usada na produção de etanol
para abastecer o mercado interno, aquecido com a alta do preço da gasolina.
- Queremos estimular as cooperativas e ajudá-las a aumentar a produção
e exportar seus produtos. Vamos trabalhar para eles colocarem produtos nas
prateleiras dos mercados da Europa e Estados Unidos. Para isso, vamos
contribuir com a melhoria do sistema de irrigação das plantações, usando
tecnologia - disse o governador, que recebeu a Comenda Defensor do Agronegócio
Fluminense da Coagro.
O secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Eduardo
Lopes, anunciou a reativação do Conselho Nacional dos Secretários de
Agricultura de todo o país. Entre as pautas debatidas com o ministério da
Agricultura, em Brasília, estava a facilitação do acesso ao crédito para os
produtores rurais. Lopes tem articulado ainda o reconhecimento de Campos como
uma região de clima semiárido, para que a cidade consiga mais incentivo para
projetos de irrigação.
- Sabemos o potencial, sabemos os problemas de Campos e consideramos
muito importante a formação de um consórcio reunindo diversos órgãos do estado
e municípios para trazer mais desenvolvimento para a região - afirmou.
Também estiveram presentes no evento a secretária do Ambiente e
Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, o prefeito de Campos, Rafael Diniz, além
de deputados federais.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!