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Michel Temer
e Moreira Franco em dezembro
de 2016 — Foto: Marcos Corrêa/PR
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Todos foram
soltos por meio de liminar do próprio tribunal, que será reavaliada. Em março,
eles não chegaram a ficar cinco dias na cadeia após a Operação Descontaminação.
A 1ª Turma do
Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) analisa, nesta quarta-feira (8),
se devem voltar à prisão o ex-presidente Michel Temer (MDB),
o ex-ministro Moreira
Franco(MDB), o suposto operador do esquema, João Baptista Lima (o
Coronel Lima), entre outros.
Todos eles
foram presos na
Operação Descontaminação no dia 21 de março, pela Justiça Federal do Rio,
e soltos no
dia 25 do mesmo mês, pelo desembargador Antonio Ivan Athié, do próprio TRF-2.
O magistrado é
um dos integrantes da Primeira Turma, que, agora, analisa tanto o pedido de
soltura — aceito liminarmente por Athié — quanto o pedido
do Ministério Público Federal (MPF) para que eles sejam presos
novamente.
Na prática, os
desembargadores podem derrubar a soltura ou referendar a decisão de mantê-los
livres. Os procuradores alegam que há risco da reiteração de crimes. A acusação
fala em corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação
é relacionada às obras da usina nuclear de Angra 3, operada pela Eletronuclear,
e estima desvios de R$ 1,8 bilhão.
A prisão,
determinada pelo juiz Marcelo Bretas,
foi feita com base em "suposições de fatos antigos", segundo o
desembargador Athié.
Além disso, ele
diz que há "possíveis ilícitos, mas nenhuma evidência de reiteração
criminosa posterior a 2016, ou qualquer outro fator que justifique prisão
preventiva".
Quem pode
ser preso novamente:
- Michel Miguel Elias Temer Lulia, ex-presidente
- João Baptista Lima Filho (coronel Lima), amigo de
Temer e dono da Argeplan
- Wellington Moreira Franco, ex-ministro do governo
Temer
- Maria Rita Fratezi, arquiteta e mulher do coronel
Lima
- Carlos Alberto Costa, sócio do coronel Lima na
Argeplan
- Carlos Alberto Costa Filho, diretor da Argeplan e
filho de Carlos Alberto Costa
- Vanderlei de Natale, sócio da Construbase
- Carlos Alberto Montenegro Gallo, administrador da
empresa CG IMPEX
Por Gabriel Barreira, G1 Rio

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