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Maliepa/Wikimedia Commons Taro Kono, chanceler japonês, quer
que seu nome
seja grafado Kono Taro por veículos estrangeiros
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O Japão quer
assemelhar-se às demais potências asiáticas e fazer com que nomes japoneses
sejam escritos com o sobrenome à frente do nome de batismo - e não depois, como
nos países ocidentais, afirmou o chanceler do país, Taro Kono.
Na língua
japonesa, assim como em outros idiomas orientais, é comum que o sobrenome seja
dito antes do nome de batismo. No entanto, segundo o jornal Japan News, no
século 19, em meio à crescente influência da cultura ocidental no país, essa
ordem foi mudada na escrita de nomes japoneses em línguas estrangeiras.
O debate de
voltar à ordem sobrenome-nome existe há décadas e agora é revivido por Taro
Kono (ou melhor, Kono Taro?).
"Planejo
pedir às organizações de imprensa estrangeira que façam isso (escrevam
sobrenomes antes dos nomes)", afirmou o chanceler a jornalistas.
"Veículos nacionais de imprensa que tenham serviços em inglês também devem
considerar a questão."
Com a mudança,
o premiê japonês Shinzo Abe passaria a ser chamado de Abe Shinzo. É a mesma
lógica de nomes de outros líderes asiáticos, como Xi Jinping (presidente da
China) e Kim Jong-il (líder norte-coreano), em que o sobrenome é dito e escrito
antes.
Japão sob
holofotes
Kono afirmou
que seu ministério pretende considerar a mudança também em documentos oficiais,
como passaportes. Agregou ainda que, com ascensão, em 1º de maio, do imperador
Naruhito e a aproximação de elementos internacionais agendados no Japão - em
junho, o país sediará a cúpula do G20 e, no ano que vem, a Olimpíada de Tóquio,
tornam o momento adequado para pleitear a mudança na ordem dos nomes.
Análise feita
pelo jornal britânico The Guardian aponta que a medida parece ser uma tentativa
de o governo demonstrar mais confiança na cultura e na história do país, no
momento em que ele estará sob os holofotes globais.
Kono também
declarou que tem o apoio de outros órgãos do governo, já que o ministro da
Educação, Masahiko Shibayama, também pediu que agências oficiais retomem a
prática de colocar o sobrenome na frente do nome.
Já o porta-voz
do governo, Yoshihide Suga, foi mais cauteloso, dizendo a repórteres que
"vários fatores precisam ser levados em conta (para essa mudança),
inclusive as convenções".

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