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© Sérgio
Lima Reunião iniciada nesta 3ª (7.mai.2019) será a 2ª sob
o comando do novo presidente do BC, Roberto Campos
Neto
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O Copom (Comitê
de Política Monetária) do Banco Central dá início nesta 3ª feira (7.mai.2019) à
sua 3ª reunião do ano. A expectativa quase unânime dos economistas consultados
pelo Poder360 é de manutenção da taxa básica de juros da
economia brasileira em 6,5% ao ano.
Se confirmada,
essa será a 9ª vez consecutiva que o colegiado decide manter a Selic na mínima histórica. A decisão
será conhecida após o 2º dia de reunião, na 4ª feira (8.mai.2019), a partir das
18h.
O BC deu início
ao movimento de corte da Selic no final de 2016, quando a taxa estava em
14,25%. Desde outubro daquele ano, foram 12 cortes –uma redução de 7,75 pontos
percentuais nos juros. Em maio de 2018, o Copom encerrou o processo de redução
e manteve a taxa no mesmo patamar.
Para o
economista Yan Cattani, da consultoria Pezco, “essa gestão deixou
bastante claro que juros é para combater inflação e não estimular atividade”.
Ele avalia que enquanto o índice estiver “confortável” não
deve haver mudança.
De acordo com
o boletim Focus mais recente, a inflação, medida pelo IPCA
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deve ficar em 4,04%. Em 2019,
o colegiado persegue a meta de inflação de 4,25%, com tolerância de 1,5 ponto
percentual para baixo (2,75%) ou para cima (5,75%).
Ele afirma
ainda que, apesar das declarações de Donald Trump de que aumentará o imposto
sobre alguns produtos chineses, o cenário externo “ainda está bastante
confortável”. Ele avalia que é preciso aguardar mais informações sobre o
que será adotado de fato pelo governo norte-americano, uma vez que as
negociações seguem em andamento.
Na 4ª feira
(8.mai.2019), está previsto 1 encontro entre o vice-primeiro ministro, Liu He,
e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, para discutirem a chance
de 1 novo acordo comercial.
Na contramão
dos economistas consultados pelo Poder360, a Austin Rating vê
espaço para redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros nesta 4ª feira.
Na avaliação do
economista-chefe da agência de classificação de risco, Alex Agostini, é
necessário uma medida para estimular a economia, já que os indicadores de
produção, vendas, consumo e mercado de trabalho estão “muito” aquém
do esperado.
“Sobra para
o BC uma medida de estímulo, já que economia está estagnada e o governo com as
mãos atadas, por conta da reforma da Previdência. Para isso, é necessário
reduzir o custo de produção por meio de financiamentos. O efeito na retomada de
confiança seria imediata”, disse.
Para Agostini,
a redução seria ainda uma contribuição para o cenário fiscal. “A cada
redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, o Tesouro deixa de pagar R$
565 milhões em rentabilidade dos títulos indexados à Selic”, afirmou.
Entenda a Selic
e o Copom
A Selic,
definida durante encontros do Copom, é o principal instrumento do Banco Central
de controle à inflação. Taxa média dos financiamentos diários, com lastro em
títulos federais, vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do
comitê.
Quando a
inflação está alta, o BC sobe a taxa básica de juros, aumentando o custo do
crédito e a remuneração de investimentos em renda fixa. Esse movimento
desestimula os gastos do consumidor e os investimentos das empresas, o que
acaba aliviando a pressão sobre os preços.
Por outro lado,
quando a inflação dá sinais de desaceleração, abre-se espaço para a redução da
taxa de juros. Esse movimento tende a incentivar a atividade e o crescimento
econômico.
O Copom é
formado pelos membros da diretoria do BC. Seu principal objetivo é estabelecer
as diretrizes da política monetária e garantir o cumprimento da meta de
inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
A reunião tem
duração de 2 dias. No 1º, é apresentada uma análise da conjuntura. No 2º, é
definida a nova taxa básica de juros da economia.
Marlla
Sabino

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