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Deputada
Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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Deputado do
SD afirmou que reduzir para R$ 500 bi economia com reforma atrairia apoio dos
deputados do 'Centrão' porque, segundo ele, isso impediria reeleição de
Bolsonaro.
A líder do
governo no Congresso Nacional, deputada Joice Hasselmann(PSL-SP), criticou nesta quinta-feira (2) o
deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, para quem partidos do chamado
"Centrão" na Câmara podem atuar para "desidratar" a
proposta de reforma da Previdência.
Durante um ato
comemorativo do Dia do Trabalho nesta quarta (1º), o deputado disse que o
objetivo com isso é tentar evitar a reeleição do presidente Jair
Bolsonaro. O Solidariedade,
partido presidido por ele, é uma das legendas que integram o
"Centrão".
"Caros, a
bobagem dita pelo @dep_paulinho sobre enfraquecer a #NovaPrevidência para impedir
eventual reeleição de @jairbolsonaro Ñ REFLETE A OPINIÃO DA MAIORIA. Não
compactuo com injustiças. Precisamos dos partidos de Centro pra aprovar o
texto. MAIS FOCO E MENOS BELIGERÂNCIA", escreveu Joice Hasselmann nesta
quinta-feira em uma rede social.
Aos jornais
"Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo", Paulo Pereira
da Silva declarou ser necessário mudar a proposta do governo para que a
economia a ser alcançada com a reforma, estimada em R$ 1,2 trilhão em dez anos, seja menor.
“Tenho atuado
muito junto com os partidos de centro para que a gente possa ganhar a opinião
daquele povo. Se fizermos uma reforma que dê R$ 1 trilhão em dez anos,
significa que daríamos em três anos ao Bolsonaro R$ 330 bilhões. Ou seja, isso
garante a reeleição dele. Esse é o discurso com muitos partidos que não têm
interesse na eleição do Bolsonaro. É possível trazer esses partidos para uma
posição de desidratar a reforma”, disse a "O Estado de S. Paulo".
"[Uma
economia de] R$ 800 bilhões, como ele [Bolsonaro] falou, garante de cara [a
reeleição do presidente]. Nos últimos três anos de mandato ele teria R$ 240
bilhões para gastar, ou seja, garantiu a reeleição", afirmou o deputado,
segundo reproduziu a "Folha de S.Paulo". "Com esse discurso,
tenho certeza que a gente traz todo mundo do Centrão, porque ninguém quer a
reeleição do Bolsonaro", disse, de acordo com o jornal.
O
"Centrão" é um grupo informal de partidos na Câmara que, irritado com a articulação política do
governo, já conseguiu, por exemplo, adiar em uma semana a votação da reforma da Previdência na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto só foi aprovado após o governo
aceitar ceder em
alguns pontos.
O
secretário-especial de Previdência Social, Rogério Marinho, também se
manifestou sobre a declaração de Paulinho da Força.
Ex-deputado,
Marinho compartilhou em uma rede social a notícia sobre o episódio e afirmou
esperar que não seja verdade o movimento do "Centrão".
"Esse é o
momento de todos pensarem no Brasil e nas próximas gerações e menos nas
próximas eleições", escreveu o secretário.
Defensor na
Câmara da reforma da Previdência, o deputado Vinícius Poit (Novo-SP) também fez
críticas à declaração de Paulo Pereira da Silva por meio de uma rede social.
“Às vezes eu me
surpreendo como pode alguém num cargo de tanta importância falar que vai lutar
para desidratar a reforma da previdência só para prejudicar eleitoralmente o
adversário, mesmo que a reforma seja boa para o País. Haja estômago!”, disse.
Por Fernanda Calgaro, G1 —
Brasília

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