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Jorge
Riguette está preso e foi condenado por distribuir
pornografia
infantil — Foto: Reprodução/TV Globo
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Com ajuda do
FBI, Polícia Federal encontrou mais de 1,2 milhão de imagens em arquivos de
Jorge Riguette, de 67 anos.
O analista de
sistemas Jorge Antonio Batalino Riguette, de 67 anos, apontado com um dos 100
maiores distribuidores de pornografia infantil pela internet no mundo, foi
condenado a 12 anos e 11 meses de prisão, em 30 de abril, pela Justiça Federal
em Nova Friburgo, na Região Serrana.
Riguette é
investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Rio de
Janeiro. Perícias da PF mostram que ele armazenou em seus dois computadores
mais de 1,2 milhão de imagens, entre vídeos e fotos de crianças em cenas de
exploração sexual.
"É um
homem extremamente perigoso, uma vez que há anos tem interesse sexual por
crianças", explicou a delegada federal Paula Mary, da Delegacia
Institucional da PF no Rio de Janeiro.
A informação
sobre Riguette foi prestada à Polícia Federal pela polícia da Justiça
americana, o FBI, que descobriu a movimentação dele na internet. O rastreamento
das imagens transmitidas pela internet levou os policiais a efetuarem a prisão.
As investigações
mostraram que, durante décadas, Jorge Riguette, prestou serviços para empresas
como analista de sistemas e programador de computadores. No dia a dia, era um
homem que não chamava a atenção de vizinhos. Tinha uma vida discreta.
Os policiais
dizem que não sabem há quanto tempo ele usava o conhecimento em informática
para armazenar e distribuir na internet conteúdo com pornografia infantil.
Segundo as
investigações, Jorge Riguette desenvolveu um software que catalogava os
arquivos pornográficos por preferências sexuais.
"Uma
pessoa com esse conhecimento pode rapidamente interferir nas investigações,
impedir os registros dos atos criminosos e neutralizar a ação da polícia",
afirmou João Felipe Villa do Miu, procurador da República.
De acordo com o
procurador, ao descobrir que Riguette era um programador e analista de
sistemas, os investigadores precisaram redobrar o sigilo e redobrar o sigilo
numa tentativa de impedir que houvesse perdas de provas.
Ao realizar
buscas na casa do analista, em Nova Friburgo, a Polícia Federal encontrou uma
espécie de "bunker" de informática voltado para a distribuição de
conteúdo pela internet.
No local, havia
dois computadores com uma banda larga expandida para a troca de imagens, 24
horas por dia, do material ilícito.
Jorge Riguette
está preso
no Rio desde outubro de 2018. Ele foi detido em flagrante, em sua casa,
na Região Serrana do Rio.
"Ele tinha
capacidade de distribuir em alto volume e isso por toda a internet , então,
neutralizar, impedir que ele continuasse na sua prática criminosa evita que
esse material seja espalhado ao redor de todo o mundo impedindo que outras
pessoas tenham acesso. Assim, evita que esse material circule aí nos fóruns que
a gente vê na internet", explicou o procurador da República.
Por Larissa Schmidt e Marco Antônio Martins,
RJ2 e G1 Rio

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