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| O óleo foi colocado em um saco e ele derreteu o saco. Isso não é um óleo combustível. Foto Reprodução |
Operações
para retirada do material, que chegou às areias, começaram às 6h desta
quinta-feira (4). Resultado de análises deve ser divulgado nesta sexta-feira
(5).
Placas óleo
preto e denso surgiram e se espalharam por praias de Arraial do Cabo, Armação
dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, nesta quarta-feira (4),
surpreendendo banhistas e intrigando especialistas. A secretaria de Ambiente de
Arraial divulgou nesta sexta (5) que suspeita que o material seja petróleo.
"A gente
acredita que seja petróleo de uma operação de alguma plataforma. O óleo foi
colocado em um saco e ele derreteu o saco. Isso não é um óleo combustível.
Óleos combustíveis não causam este efeito em contato com o plástico",
disse Arildo Mendes, secretário de Ambiente de Arraial do Cabo.
Nesta sexta,
por meio de nota, a Petrobras disse que foi notificada pelo Ibama para realizar
a coleta do material. A estatal disse ainda que a massa oleosa é desconhecida e
que está atuando junto aos órgãos ambientais para identificar a procedência do
óleo.
O Instituto
Estadual do Ambiente (Inea) o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) coletaram amostras do resíduo na Prainha e nas Prainhas
do Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo. O material foi entregue ao Ibama para
análise, segundo o Inea, que ainda usou um drone na inspeção e avalia a
extensão das manchas.
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Banhistas
foram surpreendidos com o óleo ao frequentar praias
da Região
dos Lagos do Rio — Foto: Reprodução Inter TV RJ
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Em nota, o Inea
afirmou ainda que a Petrobras e Marinha também coletaram amostras do óleo com o
objetivo de identificar se o mesmo teve origem nas embarcações da estatal ou de
outros navios que passaram na região.
"As
equipes constataram que o resíduo oleoso pode ser oriundo de um vazamento
antigo, pode ter ocorrido distante da costa e ter sido trazido pelas correntes
marítimas para as praias da região", disse o Inea em nota encaminhada à
imprensa na noite desta quinta.
O secretário de
Ambiente de Arraial do Cabo disse que o acesso às praias afetadas foi
interditado durante a manhã para a retirada do material que chegou à areia.
"Tentamos
evitar ao máximo um maior impacto, agindo imediatamente. Não há poluição. A
interdição foi para a retirada do material das areias", disse Arildo.
O secretário
reforçou ainda que o impacto ambiental existe e será mensurado após a operação
de coleta do material das águas e análise dos órgãos ambientais.
O MPF
acompanhou a ação e falou sobre a importância das fiscalizações dos órgãos.
"Em poucos
meses nós já estamos no segundo
absurdo ambiental na área de conservação da Ressex Marinha de
Arraial do Cabo. Isso mostra como é necessária a fiscalização ambiental de
órgãos com o Inea e ICMBio. Os ataques ao meio ambiente são enormes",
afirmou Leandro Mitidieri, procurador do MPF.
O procurador
disse ainda que, a partir do laudo apresentado pelos órgãos, será aberta uma
investigação criminal sobre o caso.
O secretário de
Ambiente informou que acredita que informações sobre as análises sejam
divulgadas já nesta sexta-feira, mas destacou que isso ainda não indica de onde
o óleo veio.
"Não
teremos o responsável, mas isso já é um caminho para irmos em busca dos
responsáveis", disse Arildo Mendes.
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Secretaria
de Ambiente de Arraial do Cabo, RJ, suspeita de que óleo
denso seja petróleo — Foto: Reprodução Inter
TV RJ
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Além dos
impactos ambientais, o despejo do óleo também deixou donos de barcos e
pescadores insatisfeitos.
"Hoje
nós não saímos de barco pra evitar que suje mais a água. A maioria das pessoas
da colônia vive da pesca, a Semana Santa tá chegando e ninguém pode pescar por
causa dessas condições", contou o pescador Francisco José.
Cabo Frio e
Búzios
A mancha de
óleo também se espalhou pelas águas de Armação dos Búzios, onde banhistas
alertaram sobre a presença do material na Praia Brava.
Agentes da
Guarda Marítima e Ambiental da cidade recolheram na quarta-feira (3) amostras
do material para análise.
Em Cabo Frio, a
Prefeitura informou que a mancha de óleo avistada por pescadores na última
quarta-feira (3) no litoral de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios não afetou a
balneabilidade das praias de Cabo Frio.
Ainda segundo o
município, as placas pretas apareceram em pequena quantidade nas Praias da
Conchas e no Peró, mas estão sendo recolhidas por equipes de limpeza da
Comsercaf.
“A quantidade
que veio parar em nossas areias está sendo rapidamente recolhida pelas equipes
de limpeza, pois se concentram na área entre o Hotel Âncora, na Praia do Peró e
a Praia das Conchas, e não afetaram a balneabilidade de nenhuma praia",
disse Mario Flavio Moreira, coordenador de Meio Ambiente de Cabo Frio.
De acordo com o
coordenador, o município já acionou o Inea e o órgão informou que vai enviar
uma equipe especializada em derramamento de óleo para Cabo Frio para verificar
o material encontrado.
"Provavelmente,
esse material é resultado da limpeza dos porões de um rebocador ou de um navio
plataforma, que inclusive foram avistados nas imediações do nosso litoral”,
completou o coordenador de Meio Ambiente.
A reportagem
aguarda uma posição do Ministério do Meio Ambiente sobre o prazo para o
resultado das análises.
Por G1 e RJ2 — Região dos Lagos



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