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Un judío ultraortodoxo pasa delante de una pancarta de
campaña de en Jerusalén, que muestra al primer ministro
Benjamin Netanyahu, el 7 de abril de 2019
Por
Laurent LOZANO
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Os israelenses começaram nesta terça-feira a
votar em eleições legislativas cruciais para o futuro do primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu, que se mantém há vários anos no poder, apesar de
persistentes denúncias de corrupção.
As seções eleitorais abriram às 04H00 GMT
(01H00) e fecharão às 19H00 (16H00), mas os resultados deverão ser conhecidos
apenas na quarta-feira.
Mais de seis milhões de israelenses estão
convocados para eleger os 120 deputados do Knesset.
Netanyahu tem como adversário Benny Gantz, um
general linha dura e sem experiência política.
Nos últimos dias, Netanyahu, 69 anos, que
governa o país há mais de 13 anos, fez todo o possível para conseguir um quinto
mandato.
Como em 2015, tirou um ás da manga ao afirmar
que estava disposto a anexar as colônias israelenses na Cisjordânia, um
território palestino ocupado por Israel há mais de 50 anos.
As colônias instaladas nos territórios
palestinos ocupados por Israel desde 1967 são ilegais do ponto de vista do
direito internacional e grande parte da comunidade internacional as vê como um
grande obstáculo à paz.
Na reta final da campanha, Netanyahu tentou
mobilizar o eleitorado de direita para votar em seu partido, o Likud.
As outras formações de direita consideram, no
entanto, que esta é uma tática muito perigosa, já que o Likud poderá precisar
delas para formar um governo, mas algumas podem não ter acesso ao Parlamento.
- Necessidade de mudança -
Ao longo de sua campanha, Netanyahu reduziu
seus rivais a "esquerdistas", quando, na realidade, a aliança
Azul-Branco de Gantz é de centro-direita. Ele também afirmou sua experiência na
arena internacional em face da pequena carreira política de seu oponente.
Além disso, assegurou que o presidente
americano, Donald Trump, está ciente de suas intenções de anexação na
Cisjordânia.
As últimas pesquisas autorizadas colocaram o
Likud e a aliança Azul-Branco lado a lado. Mas os 30 assentos possíveis que
cada um poderia obter os deixam longe da maioria absoluta (61 de 120) e teriam
que se aliar a outras formações.
As projeções de voto para os outros partidos
são bastante favoráveis a um bloco de direitas, liderado por Netanyahu.
Gantz, por sua vez, insistiu em acabar com os
anos de Netanyahu no poder. "Há uma necessidade de mudança e existe a
possibilidade de mudança", disse ele à rádio militar.
O general também destaca sua imagem
reconciliadora, após as divisões que surgiram, segundo ele, durante os anos de
Netanyahu.
"As pessoas sabem bem, não é a direita
que está em perigo, é Netanyahu que está em perigo", disse ele.
Para evitar conclusões prematuras, os
especialistas alertam, no entanto, sobre o peso dos indecisos. E também citam a
possibilidade de que algumas listas que poderiam se aliar ao Likud não obtenham
3,25% dos votos para ter representação parlamentar.

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