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© Fotos
Públicas No início de fevereiro, Putin já havia
declarado
que a Rússia estava se retirando do tratado
como forma de retaliação ao governo norte-americano
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O presidente
russo, Vladimir Putin, assinou 1 decreto, nesta 2ª feira (4.mar.2019), que
retira a Rússia do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário,
firmado na época da Guerra Fria com os Estados Unidos.
A atitude vem
como retaliação ao país de Donald Trump. O republicano anunciou, em fevereiro,
que retiraria os EUA do tratado por conta de violações de Moscou. De acordo com
o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Rússia teria até
agosto para provar de forma “real e verificável” que cumpre o
tratado.
Putin negou que
estivesse violando o acordo. Mas Washington não retornou da forma esperada
–voltando atrás da posição que retiraria os EUA do acordo– e Putin saiu do
tratado.
“Dada a
necessidade de tomar medidas urgentes seguindo a violação das obrigações dos
Estados Unidos sob o tratado, assinado pela União Soviética e pelos Estados
Unidos em 8 de dezembro de 1987. O compromisso da Rússia com o Tratado de
Forças Nucleares de Alcance Intermediário está, de agora em diante, suspenso
até que os Estados Unidos se manifestem sobre a violação das obrigações sob o
tratado ou até o tratado ser revogado”, afirmou o Kremlin.
HISTÓRICO
O tratado foi
firmado em 1988. Abrange mísseis de curto e médio alcance. Nos últimos 30 anos,
os Estados Unidos acusaram veementemente a Rússia, afirmando que o Kremlin
estaria violando frequentemente o tratado.
O presidente
russo afirmou, ainda, futuros planos com armas nucleares para serem usados
também localmente. “O país terá de desenvolver e instalar armas que podem
ser usadas não apenas contra áreas das quais uma ameaça direta virá, mas também
contra territórios onde estão localizados centros de decisão”.
Poder360

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