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© Manaure
Quintero (Reuters) O presidente interino de
Venezuela,
Juan Guaidó, nesta quinta-feira em Caracas
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Decisão foi
anunciada pelo controlador Elvis Amoroso, que questionou viagens feitas pelo
autodeclarado presidente interino.
O organismo
decidiu "desativar o exercício de qualquer cargo público do cidadão (Juan
Guaidó) pelo prazo máximo estabelecido na lei", declarou o controlador do
governo, Elvis Amoroso, por meio da televisão estatal.
"Ele fez
91 viagens ao exterior sem a autorização da Assembleia Nacional por um montante
de 570 milhões de bolívares que ele não pode justificar com seu salário como
funcionário público", disse Amoroso durante uma entrevista coletiva,
noticiada pelo jornal local "El Nacional".
De acordo com
Amoroso, há inconsistências nas declarações financeiras de Guaidó e se presume
que ele "falsificou dados de sua declaração e recebeu dinheiro de
instâncias internacionais sem notificar".
O
controlador-geral não explicou a data de início da proibição, mas acrescentou
que Guaidó será multado. Também não foi revelado qual o valor que o líder da
oposição terá que pagar à Justiça.
Logo em
seguida, Guaidó questionou a validade da decisão, por não reconhecer a
legitimidade de Assembleia Constituinte que nomeou o controlador. "Ele
(Amoroso) não é um controlador. O Parlamento legítimo é o único que pode nomear
um controlador", declarou Guaidó.
O líder da
oposição afirmou que inabilitá-lo não soluciona os problemas do país. Ele disse
que a decisão foi tomada para "botar medo" nos países que visitou e
onde ficou hospedado.
Viagens ao
exterior
O autodeclarado
presidente interino Juan Guaidó esteve viajando recentemente por diferentes
países da América do Sul, inclusive o Brasil, em sua campanha para fortalecer o
apoio contra o regime de Nicolás Maduro.
Guaidó saiu da
Venezuela no dia 23 de fevereiro para participar de uma tentativa frustrada de
envio de ajuda humanitária de países que o apoiam, como Estados Unidos e
Brasil. Na época, ele tinha sido proibido
pelo Tribunal Supremo de Justiça de deixar o país. Sob risco de ser
preso, ele retornou no início de março.
Na quarta-feira
(27), a esposa
de Guaidó, Fabiana Rosales, se encontrou com Donald Trump e
afirmou que o país enfrenta uma grave crise econômica e política. Ela afirmou
que o chefe
de gabinete de seu marido e familiares foram detidos, em uma tentativa
de desestabilizar Guaidó.
No encontro,
Trump disse que soldados russos que chegaram à Venezuela no fim da semana
passada tem que deixar o país. Ele afirmou que "todas as opções estão
abertas" para fazer com que isso aconteça. Em resposta, a Rússia
disse que os militares irão ficar pelo "tempo que for
necessário".
Por G1

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