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© Felipe
Rau/Estadão Movimentação em frente ao portão da Escola
Estadual Raul Brasil de Suzano, na Grande São
Paulo, após tiroteio
ocorrido
nesta quarta-feira, 13
|
A polícia
investiga que os dois jovens que abriram fogo contra a Escola Estadual Raul Brasil,
nesta quarta-feira, 13, faziam parte de um grupo que joga em rede o game Call
of Duty, de guerra, e neste fórum teriam planejado o crime. Os
investigadores estão ouvindo os pais dos rapazes sobre essa questão, mas
suspeitam que pode ter ligação com o massacre. A polícia ainda não sabe como ou
onde as armas foram compradas. Os autores do ataque tinham um revólver .38, uma
besta, uma machadinha e um arco e flecha.
Luís Henrique
de Castro, de 25 anos (ele faria aniversário no sábado) e G.T.M., de 17 anos,
eram vizinhos e ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil. G.T.M. havia
abandonado a escola no ano passado e, de vez em quando, fazia alguns trabalhos
em lanchonetes no centro de Suzano. Mas passava a maior parte do tempo com o
amigo. Segundo vizinhos, os dois às vezes ficavam o dia inteiro conversando,
sentados na frente de casa. E passavam pelo menos três noites por semana em uma
lan house perto de casa jogando games como Counter Strike e Mortal Combat, além
do Call of Duty. Castro trabalharia de vez em quando com o pai, capinando o
mato.
Na manhã desta
quarta, chegou a acordar por volta das 5 horas e foi para a estação de trem com
o pai. Chegando lá alegou que estava doente e o pai disse para ele voltar para
casa, o que nunca aconteceu.
Os dois foram
até uma loja de carros seminovos do tio de G.T.M., Jorge Antônio Moraes,
localizada a cerca de 450 metros. De acordo com testemunhas, por volta de 9h15,
G.T.M. entrou sozinho no local, onde também funciona um estacionamento e um
lava-rápido e disparou três vezes. Ele acertou o celular que Jorge segurava na
mão - e levantou na tentativa de se proteger -, a clavícula e as costas da
vítima. Depois, saiu e embarcou no carro que o esperava na saída.
Amigos e
funcionários relataram que o carro não foi roubado no local, ele seria de uma
locadora, mas não ficou claro se foi roubado lá ou locado. Jorge era conhecido
no bairro e tinha a loja há 27 anos e deixa três filhos.
O gerente de
negócios Rodrigo Cardi, de 34 anos, trabalhou com Jorge nos últimos 15 anos e
disse nunca ter visto G.T.M. no local. "Parece que o Jorge tentou dar uns
conselhos depois que o sobrinho foi mal na escola, mas ele não gostou. Mas no
momento do ataque nada foi falado nem houve chance de defesa", disse.
Um amigo de
Jorge estava no local e testemunhou o ataque. Em estado de choque, foi
socorrido e passa bem.
A polícia foi
acionada para procurar um Ônyx branco, encontrado um tempo depois na frente da
escola, já com a chamado do tiroteio em curso. Os policiais ainda viram os
atiradores vivos, mas eles fugiram dentro da escola.
Um pouco antes
do massacre, G.T.M. postou em sua página no Facebook 30 fotos com máscara de
caveira - semelhante à encontrada na escola - e arma. Nas imagens, ele faz
gestos obscenos e mostra a arma. Em uma outra imagem, ele faz um sinal de arma
com os dedos e aponta para a cabeça.
Marcelo
Godoy, Marco Antonio Carvalho e Isabela Palhares

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