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Agentes saíram da Cidade da Polícia, na Zona
Norte do Rio, para
cumprir mandados de busca e apreensão
Foto:
Fernanda Rouvenat / G1
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Ação é a 4ª
fase da operação Luz na Infância, resultado de um esforço nacional de combate
ao crime. Até as 8h50, três já haviam sido presos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na
manhã desta quinta-feira (28), uma operação de combate à pornografia infantil.
O objetivo é cumprir 12 mandados de busca e apreensão. Até as 8h50, três
pessoas conduzidas à Cidade da Polícia já estavam presas.
Computadores foram apreendidos e serão
periciados durante a manhã na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática
(DRCI).
Essa é a quarta fase da operação Luz na
Infância, que é resultado de um esforço nacional de combate ao crime. Segundo o
delegado titular da Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima
(Dcav), Adilson Palácio, as imagens coletadas nos computadores são a prova mais
forte do cometimento dos crimes.
"Nós temos coletadas com esses autores
imagens absurdas, que envolvem crianças de 5, 6, 10 anos de idade. O objetivo é
combater o crime com a prisão desses indivíduos que tem armazenado ou
transmitem essas imagens”, explicou Palácio.
Os mandados estão sendo cumpridos na capital,
na região Metropolitana e em Miguel Pereira e Barra Mansa, no interior do Rio.
Equipes do Departamento Geral de Polícia Especializada auxiliam na operação.
Em novembro do ano passado, A Polícia
Civil cumpriu
mandados na terceira fase da operação “Luz na infância”. Ao todo,
5 pessoas foram levadas para Cidade da Polícia, em Bonsucesso, e 3 foram
presas. Quatro suspeitos não foram localizados.
Segundo Palácio, a operação foi iniciada pelo
Ministério da Justiça que passou as informações para as polícias Civis dos
estados que buscaram no judiciário os mandados. O fato de uma pessoa armazenar
tais imagens, segundo ele, já configura crime.
“O fato da pessoa ter imagens, fotografia ou
vídeo, que envolva sexo com crianças e adolescentes isso, por sinal, já
configura o crime de pedofilia. Por ter essas imagens no computador a pessoa já
está cometendo o crime”, afirmou o delegado.
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Documentos e computador foram apreendidos na
casa
de um
dos suspeitos. — Foto: Fernanda Rouvenat / G1
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Para Pablo Sartori, delegado da Delegacia de
Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) , é importante que os pais fiquem
atentos e procurem a Polícia caso encontrem algo suspeito.
“Embora a gente tenha que preservar a
individualidade, a intimidade dos nossos familiares, é importante ter em mente
que criança é mais suscetível a ser enganada. Sugiro aos pais que tenham acesso
a todos os dispositivos com internet dos filhos, tenham as senhas e façam
regularmente uma busca pra ver o material que eles estão recebendo, se o
contato que estão recebendo não tem um viés de pedofilia”, orientou Sartori.
“O criminoso que busca esse material nunca se
identifica. Usa imagens de terceiros, imagens falsas de outra criança, muitas
vezes de adolescentes famosos pra poder atrair e criar um vínculo de
confiança”, explicou o delegado.
Fases
anteriores
Na segunda fase da operação, em maio, foram
cumpridos mandados em 24 estados e no Distrito Federal. No estado do Rio, dezenas
de pessoas foram presas. Uma delas foi localizada no bairro do
Maracanã, na Zona Norte da capital fluminense, onde agentes encontraram imagens
de crianças no computador do suspeito. Entre os materiais apreendidos, havia
bonecos infantis.
A primeira
fase da operação foi realizada em 2017, quando agentes cumpriram
mandados de prisão em 24 estados e no Distrito Federal. A operação Luz da
Infância conta com 1.100 policiais e tem mandados de busca e apreensão e de
condução coercitiva.
Os alvos foram identificados por meio de um
trabalho de cooperação entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e a
Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Adidância da Polícia de Imigração e
Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE). A
investigação durou seis meses e foi coordenada pela Diretoria de Inteligência
(DINT).
Brasil
A ação nacional é coordenada pelo Ministério
Extraordinário da Segurança Pública e realizada pelas polícias civis de cada
estado.
Entre os crimes identificados na operação,
estão o armazenamento, o compartilhamento e a produção de pornografia infantil.
As penas variam de 1 a 8 anos de prisão.
A operação é realizada nos 26 estados e no
Distrito Federal e envolve 133 cidades. Ao todo, estão sendo cumpridos 266
mandados de busca e apreensão. Até às 8h, 50 pessoas foram presas em flagrante.
Por Fernanda Rouvenat e Henrique Coelho, G1
Rio


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