
Secretário
estadual da Casa Civil e coronel da PM também são acusados, juntamente com o
ex-governador, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e
organização criminosa.
O Ministério
Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, nesta terça-feira (19), mais uma
vez, o ex-governador do Sérgio Cabral (MDB), em uma operação da Lava Jato.
Além dele,
também foram denunciados Regis Fichtner, que foi secretário estadual da Casa
Civil nos dois mandatos de Cabral, e o coronel da Polícia Militar Fernando
França. Eles são acusados pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de
dinheiro e organização criminosa.
Fichtner e
França foram presos preventivamente no mês passado, na operação Consigliere,
mais um desdobramento da Lava Jato no Rio.
Regis é acusado
pelos procuradores de ter recebido R$ 4,9 milhões em propina, com anuência do
então governador Sérgio Cabral. Já o coronel Fernando França é acusado de ser o
operador financeiro de Regis.
A propina era
paga pelos doleiros Renato e Marcelo Chebar, Cláudio Barbosa, o Tony, e
Vinicius Claret, o Juca Bala. Todos são delatores da lava jato. Segundo a
denúncia, a propina era entregue em dinheiro vivo através da transportadora de
valores TransExpert.
Os procuradores
calcularam o valor total da propina paga a Regis através da soma dos valores
encontrados no sistema de contabilidade ST, controlado pelos doleiros Tony e
Juca Bala, e os valores constantes nos recibos da TransExpert.
Segundo a
denúncia, Régis Fichtner é figura central do braço administrativo da
organização criminosa chefiada por Cabral. Como chefe da Casa Civil, era o
responsável por articular os atos de governo mais importantes, usando de sua
habilidade jurídica para buscar soluções para justificar, por exemplo,
alterações contratuais, editais de licitação, benefícios fiscais ou mesmo
a contratação de obras.
Por Marcelo Gomes, GloboNews
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