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© Foto:
André Penner/AP
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O ministro da
Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro,
declarou nesta terça-feira, 12, que a Polícia Federal continuará contribuindo
'com todos os meios necessários' contra as tentativas de obstrução às
investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle
Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março do
ano passado.
Na manhã desta
terça, 12, o policial militar reformado Ronie Lessa e o ex-PM Elcio
Vieira de Queiroz foram presos e denunciados por homicídio qualificado pelas
mortes de Marielle e Anderson, e por tentativa de homicídio de Fernanda
Chaves, uma das assessoras da ex-vereadora que também estava no carro emboscado
no Rio.
A investigação,
agora, se concentra sobre os mandantes.
O ex-juiz da
Lava Jato afirmou esperar que a prisão dos dois suspeitos acusados do crime
represente 'mais um passo para a elucidação completa' do caso.
"Sobre o
caso Marielle Franco e Anderson Gomes, o Ministério da Justiça e Segurança
Pública espera que as prisões e buscas realizadas na presente data representem
mais um passo para a elucidação completa deste grave crime e para que todos os
responsáveis sejam levados à Justiça", afirma.
"A Polícia
Federal tem contribuído e continuará contribuindo com todos os meios
necessários para as investigações do crime e das tentativas de
obstrui-las."
A prisão de
Lessa e Queiroz é resultado de Operação Lume, deflagrada pelo Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, e
a Polícia Civil do Rio. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão
nos endereços ligados aos policiais, onde foram encontrados documentos,
celulares, computadores, armas e munições.
Paulo
Roberto Netto e Fausto Macedo

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