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Reprodução/TSE Maria de Lourdes Paixão teve apenas
247 votos na briga por uma vaga da Câmara dos
Deputados
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RECIFE -
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE)
autorizou a Polícia Federala investigar suposto esquema de
irregularidades no Estado na aplicação do fundo eleitoral do PSL, partido do presidente Jair
Bolsonaro, na campanha de 2018. A candidata à deputada federal do
partido no Estado, Maria de Lourdes Paixão, teria atuado como
‘laranja’ para receber R$ 400 mil de verba pública eleitoral. Segundo a PF, o
inquérito deve ser aberto nos próximos dias.
Secretária do
PSL em Pernambuco, Maria de Lourdes Paixão teve apenas 247 votos na briga por
uma vaga da Câmara dos Deputados em 2018, mas recebeu R$ 400
mil do PSL. Foi a terceira maior cota do fundo eleitoral do partido – maior até
do que a recebida por Bolsonaro durante a campanha. O recurso foi depositado a
poucos dias da votação para pagar a impressão de santinhos e adesivos eleitorais
em uma gráfica.
A denúncia, que
veio à tona no início de fevereiro após reportagem da Folha de S.Paulo,
gerou uma crise no governo Bolsonaro e contribuiu até com a demissão do ministro da Secretaria-Geral da
Presidência, Gustavo
Bebianno, que, à época, presidia o PSL.
Procurado, o
presidente nacional, o deputado federal Luciano
Bivar (PSL-PE), não respondeu as ligações da reportagem até a
publicação deste texto. O Estado não conseguiu localizar Maria
de Lourdes Paixão.
Na nota, o
TRE-PE afirmou que “inquéritos policiais eleitorais só podem ser instaurados
mediante requisição do Ministério Público ou determinação da Justiça
Eleitoral”, citando a resolução 23.396-13. O tribunal destacou, porém, que a
Polícia Federal pediu autorização para investigar o caso desde o último dia 22,
apenas dois dias depois da candidata Maria de Lourdes (PSL) ter prestado
depoimento na sede da corporação em Pernambuco. A autorização foi emitida no
mesmo dia pelo presidente do TRE-PE, o desembargador Agenor Ferreira. A Polícia
Federal, porém, só foi intimada da decisão no último dia 27.
“A PF informa
que já existe autorização do TRE para instauração de inquérito policial (o
que deve ocorrer nesses dias) e consequente investigação do caso envolvendo
supostas irregularidades na aplicação de recursos de fundo partidário”,
informou, nesta quinta-feira, 7, a corporação. A pedido da Procuradoria
Regional Eleitoral e da própria PF, a investigação corre em segredo de justiça.
Marina
Barbosa, Especial para o Estado

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