
Julgamento
de Fábio de Paulo Faria, de 38 anos, aconteceu na tarde desta terça-feira (19)
e durou sete horas. Feminicídio foi cometido em 2017.
Um júri popular
condenou a 17 anos e oito meses de prisão o homem que matou
a ex-namorada asfixiada dentro do quarto de um motel, em Nova
Friburgo, na Região Serrana do Rio.
O julgamento de
Fábio de Paulo Faria, de 38 anos, foi realizado na tarde desta terça-feira (19)
e durou sete horas.
O suspeito foi
condenado pelos crimes de homicídio qualificado, furto, já que ele também é
acusado de ter usado o cartão bancário da vítima para fazer pagamentos e
saques, e pelo crime de desobediência a decisão judicial.
Segundo a
sentença publicada pelo Tribunal de Justiça, "ficou evidenciado que o réu
demonstrava obsessão pela vítima, perseguindo-a, ameaçando-a e
agredindo-a".
A promotoria do
Ministério Público informou que os jurados consideraram que foi o homem quem
procurou a vítima e a levou para o motel e não acolheram a versão que o acusado
alegou nos dois interrogatórios judiciais. Nas ocasiões, ele disse que não
tinha intenção de matar a vítima e que achou que ela estivesse desmaiada.
Os jurados
consideraram também, segundo o MP, que o crime foi um homicídio consumado com
três qualificadoras - motivo torpe, meio cruel por asfixia e feminicídio, além
de furtos em continuidade delitiva e o crime à época dos fatos previsto no
artigo 359 do Código Penal.
O MP disse
ainda que recorreu da sentença na tentativa de aumentar as penas dos crimes
pelos quais o réu foi condenado.
O G1 tenta
contato com a defensoria pública, responsável pela defesa de Fábio de Paulo
Faria.
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Mulher foi
morta por asfixia dentro de quarto de motel,
segundo a Polícia Civil — Foto: Arquivo
Pessoal
|
O crime
Na época, o
ex-namorado chegou a prestar depoimento, mas foi liberado. Em seguida, a
Justiça determinou a prisão temporária, que posteriormente foi convertida em
preventiva.
Segundo a
Polícia Civil, em depoimento, Fabio confessou que asfixiou a vítima depois que
ela disse que aquela "seria a última vez deles".
Após sair do
motel, ele levou um cartão de banco da vítima, pagou o valor do quarto, fez
compras e saques.
Segundo a
Polícia Civil, o homem disse que matou porque não aceitava o fim do
relacionamento. Mário Arruda, delegado titular da 151ª DP na época do crime,
disse que Oneia tinha uma medida protetiva por ameaça contra ele.
No entanto,
como ela foi ao motel com o homem de forma consentida, ele não descumpriu a
ordem.
Segundo o
delegado, o homem saiu do motel às 4h15, pagou a conta e avisou a atendente que
a mulher ficaria no quarto e sairia sozinha mais tarde.
"Ele
colocou uma mão no pescoço e outra no nariz dela. Ela perdeu a respiração e
faleceu", disse o delegado.
Segundo a
polícia, Oneia teve um primeiro casamento que durou cerca de 30 anos. Ela
conheceu o acusado após o fim do relacionamento e ficou com ele por
aproximadamente 2 anos.
Por G1 — Região Serrana

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