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Presidente
Jair Bolsonaro cumprimenta Rodrigo Maia, presidente
da Câmara —
Foto: J. Batista / Câmara dos Deputados
|
O porta-voz da
Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou em entrevista ao blog que a ida
do presidente Jair Bolsonaro à Câmara nesta quarta (20) mostrou a
importância que o governo dá à Previdência Social.
Bolsonaro foi
ao Congresso entregar o projeto de lei que trata da aposentadoria
dos militares. A proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a
reforma da Previdência foi entregue
em fevereiro, também por Bolsonaro.
"É como
diz o presidente: 'a Previdência é carro-chefe'. Se eu fosse usar uma expressão
militar, a palavra-chave seria 'centro de gravidade'", afirmou Rêgo
Barros.
O porta-voz
disse também que a expetativa do presidente é aprovar as propostas "no
menor tempo possível", acrescentando que o processo de tramitação será
conduzido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"Mas o
importante é, como disse o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], que o
governo tem alma, e a alma do governo é aprovar a Previdência", ressaltou
o porta-voz.
Questionado se
avalia que a relação do governo com Maia está pacificada mesmo após a
declaração do deputado sobre a aposentadoria dos militares, Rêgo Barros respondeu:
"Eu
conversei com o general Fernando, ele não demonstrou nenhuma preocupação, eles
são amigos."
Após se
envolver em uma polêmica com generais, o presidente da Câmara afirmou que era
"brincadeira" o comentário que fez na véspera dizendo que "o
Brasil quebrou" e os militares estão querendo entrar "no fim da
festa", referindo-se a eventuais benefícios concedidos à categoria no
projeto de lei que vai rever as regras de aposentadoria da caserna.
Generais
classificaram a frase de Rodrigo Maia de "infeliz". Diante da
repercussão, Maia procurou o governo para desfazer o mal-estar.
Maia tem
reclamado que tem feito articulações para ajudar o governo, levando demanda dos
deputados, mas avalia que o Executivo não arruma a articulação política.
Sem o freio de
arrumação, afirmam deputados, a reforma da Previdência não andará com a
velocidade que o governo pretende.
Por Andréia Sadi

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