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Governo
disse estar disposto a negociar com oposição
REUTERS / Manaure
Quintero / 23.02.2019
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Porta-voz da
decisão foi o vice-presidente de Comunicação, Cultura e Turismo, Jorge
Rodríguez. Cinco exigências foram impostas para as conversas
O governo de
Nicolás Maduro, na Venezuela,
anunciou que está disposto a abrir o diálogo com a oposição. O porta-voz da
decisão foi o vice-presidente de Comunicação, Cultura e Turismo, Jorge
Rodríguez. Porém, ele impôs cinco exigências, como o fim das sanções impostas à
Venezuela e a não ingerência a temas internos.
A lista de
exigências inclui ainda o respeito à soberania e a paz, a suspensão das sanções
e a implementação de um mecanismo para resolver as diferenças políticas entre o
governo e a oposição, assim como a não-interferência em temas internos.
Em relação à
possibilidade de novas eleições na Venezuela, como propôs o Grupo de Contacto
convocada pela União Europeia, Rodríguez ressaltou que o pleito de 20 de maio
de 2018 na qual Maduro foi reeleito, com 67,84% do votos para 2019-2025,
cumpriu as normas internacionais.
A eleição de
Maduro é questionada pelo Brasil e por mais de 50 países que levantam dúvidas
sobre a existência de fraudes.
"Desde que
as eleições presidenciais foram realizadas, não só padrões internacionais, mas
com o sistema eleitoral venezuelano, que é o mais blindado em todo o mundo,
mais confiável do que o sistema eleitoral dos Estados Unidos, Espanha, e,
certamente, o da Colômbia", afirmou Rodríguez.
Nas eleições
que deram vitória a Maduro, a oposição boicotou. Para Rodríguez, foi um ato de
agressão. "O boicote da eleição venezuelana [da oposição] foi para ter o
argumento de agressão que estão atualmente tentando perpetrar contra a
Venezuela, o boicote começou antes mesmo de negociações", acrescentou.
Rodríguez disse
que o comportamento de Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da
Venezuela, é “uma agressão, uma intenção inconstitucional, agressivo da mudança
de regime para substituir” o governo Maduro.
O nome de
Maduro conta com apoio do presidente Jair Bolsonaro e de líderes políticos de
mais de 50 nações, como o norte-americano, Donald Trump.
R7 / Da Agência Brasil

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