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Edifício
sede da Unasul fica em Quito, capital do Equador
Foto: Reprodução/Google Street View
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Lenín
Moreno, presidente equatoriano, disse que bloco criado em 2008 'destruiu o
sonho de integração'. País se junta a outros seis, incluindo o Brasil, que se
suspenderam a participação na Unasul por causa da crise na Venezuela.
O presidente
do Equador, Lenín Moreno, anunciou nesta quarta-feira que vai
retirar o país da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Ele também
pediu ao bloco que devolva o edifício sede da organização, sediada em Quito, a
capital equatoriana.
Moreno
declarou, em rede nacional, que a Unasul, criada em 2008, se transformou em uma
"plataforma política" que "destruiu o sonho de integração"
e "entrou em um final sem retorno".
"Por
tudo isso, o Equador concluiu que não existem condições para que a Unasul possa
voltar a trabalhar pela integração sul-americana", concluiu Moreno.
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O presidente
do Equador, Lenin Moreno, acena ao chegar ao
aeroporto de
Lima, no Peru, na quinta-feira (12)
Foto:
Reuters/Guadalupe Pardo
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Assim, o
Equador segue a tendência iniciada por outros seis países integrantes do bloco
em abril de 2018. Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e Peru
suspenderam sua participação na organização por tempo indeterminado e de forma
indefinida devido à discordância sobre o funcionamento.
Moreno, porém,
foi mais longe e fez como o presidente colombiano, Iván Duque. Em agosto, dias depois de tomar posse no cargo, ele anunciou o pedido de retirada completa do
país – e não apenas uma suspensão.
A iniciativa
foi tomada por um impasse com o governo de Nicolás Maduro na Venezuela em
relação a escolha do secretário-geral da Unasul – medida considerada, pelo
grupo de seis países, uma retaliação ao regime chavista.
Presidente
pede retirada de estátua de Kirchner
Segundo o
jornal equatoriano "El Universo", Moreno também pediu a retirada de
uma estátua do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner – morto em 2010 e
marido da também ex-presidente Cristina Kirchner. "Ele não representa os
valores e a ética de nossos povos", disse.
Por G1


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