![]() |
Entidade
ligada à Igreja Católica recebeu mais de R$ 1 bilhão
na gestão
Pezão no RJ. Ricardo Borges/Folhapress
- 28.12.2015
|
Levantamento
feito no Portal Transparência do governo do Rio mostra que, entre as unidades
de saúde, estão os hospitais Getúlio Vargas e Carlos Chagas
A OS
(Organização Social) Pró-Saúde, ligada à Igreja Católica, recebeu do governo de
Luiz Fernando Pezão (MDB), a partir de 2016, cerca de R$ 1,1 bilhão em
contratos para gerir hospitais e unidades de pronto-atendimento no Estado do
Rio de Janeiro. As informações são da coluna Informe do Dia, do jornalista
Cassio Bruno, deste sábado (2).
Ainda segundo a coluna, os recursos foram repassados via Fundo Estadual de Saúde. A OS, cuja diretoria é formada por padres e cardeais, é alvo da Operação Lava Jato.
O levantamento
foi realizado com base em informações do Portal Transparência do governo do
Estado. Entre as unidades de saúde em que constam pagamentos, estão os
hospitais Getúlio Vargas e Carlos Chagas, Instituto Estadual do Cérebro Paulo
Niemeyer e a UPA Itaboraí.
Diretor da
Pró-Saúde confessou desvios
O ex-padre Wagner Augusto Portugal, braço-direito de Dom Orani
Tempesta, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, admitiu que participava de
esquema de corrupção na área da saúde do governo Sérgio Cabral e,
com isso, se tornou delator premiado.
Portugal
confessou participação no desvio de R$ 52 milhões dos cofres do Rio de Janeiro
em contratos com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio com a organização
social católica Pró-Saúde em 2013. O MPF (Ministério Público Federal) do Rio
investiga se parte dessa propina ficou com sacerdotes.
O ex-padre era
diretor de Relações Institucionais e de Filantropia da Pró-Saúde, frequentava o
Palácio São Joaquim, residência oficial de Dom Orani, e o chamava de “você”,
demonstrando, assim, intimidade, pois não usava o “eminência”. Portugal, que é
apontado como um dos beneficiários do esquema, foi afastado do sacerdócio pelo
Vaticano por desobediência.
Segundo as
investigações, o ex-padre entrou para os negócios com a saúde pública em Belém
(PA), quando atuou como arcebispo, entre 2004 e 2009, e assumiu a gestão de
seis hospitais públicos paraenses.
Em nota ao R7,
a Pró-Saúde diz que “a nova diretoria tomou, espontaneamente, a iniciativa de
colaboar com a apuração do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, no
âmbito da Operação S.O.S, divulgada em agosto do último ano. A ação está em
segredo de justiça e tem resultado em importantes desdobramentos na
investigação de práticas irregulares na gestão da saúde pública no Brasil.”
Do R7

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!