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TSE
homologou o resultado do plebiscito que rejeitou o uso de
tração
animal nas charretes em Petrópolis. Foto: Reprodução/Inter TV
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Consulta aos
petropolitanos foi feita durante as últimas eleições. A maioria dos eleitores
decidiu pelo fim da tração animal.
O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) homologou, por maioria, nesta terça-feira (26) o
resultado do plebiscito
que aprovou a rejeição do uso de tração animal nos passeios turísticos de
charretes em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
A consulta
aos petropolitanos foi feita nas urnas durante as últimas eleições. A
maioria dos eleitores, 68,57%, decidiu pelo fim da tração animal.
Após a
notificação oficial do TSE com a validação do resultado, a Câmara Municipal vai
preparar um decreto legislativo com a aprovação do texto em plenário, que
obriga o governo municipal a cumprir a determinação proveniente do plebiscito.
A comissão
especial instaurada para acompanhar o processo deverá acompanhar todos os
trabalhos. O grupo ainda vai definir quais ações serão articuladas com os
charreteiros para a substituição das charretes.
A consulta
plebiscitária foi realizada no dia 7 de outubro do ano passado,
concomitantemente ao primeiro turno das eleições gerais 2018. Do total de
eleitores aptos a votar, 75,85% compareceram à votação.
Antiga
polêmica
As charretes,
também chamadas de vitórias, eram alvo de polêmica em Petrópolis, o que levou o
vereador Meireles (PP) a pedir o plebiscito. Segundo ele, esta era uma maneira
de decidir a questão de forma democrática.
O grupo que era
contra a permanência do meio de transporte afirmava que os animais eram
maltratados e não trabalhavam em condições adequadas, ficando expostos ao tempo
e sujeitos a situações como a que aconteceu durante
um temporal de granizo, que fez com que os animais saíssem correndo em
meio aos carros no Centro da cidade.
Já quem era a
favor da atividade dizia que se trata de uma importante ferramenta turística,
além de ser uma característica cultural da cidade, uma vez que a atividade era
exercida há mais de 100 anos.
Em setembro do
ano passado, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) chegou
a abrir um processo para decidir se reconheceria as
"vitórias" como bem cultural e imaterial. Mas, durante uma reunião no
Rio com protetores de animais, charreteiros e vereadores da cidade, o Inepac
decidiu aguardar o resultado do plebiscito.
Por G1 — Região Serrana

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