Parte dos 60 fuzis apreendidos no Galeão reforça arsenal de delegacias especializadas do RJ | Rio das Ostras Jornal

Parte dos 60 fuzis apreendidos no Galeão reforça arsenal de delegacias especializadas do RJ

60 fuzis de guerra são apreendidos no Galeão
Foto: Divulgação

Armas ficaram mais de sete meses paradas em depósito da Polícia Civil.
Parte dos 60 fuzis apreendidos no Aeroporto do Galeão em junho de 2017 já foi distribuída para alguns departamentos da Polícia Civil no Rio, segundo informações obtidas pelo G1. A operação da polícia que encontrou todo o armamento dentro de aquecedores de piscina foi considerada a maior apreensão de armas feita no Brasil em 10 anos.
De acordo com o delegado da Desarme, Marcus Amim, 14 fuzis AR-10, um fuzil G3 e alguns fuzis AK-47 apreendidos foram encaminhados para os seguintes departamentos, antes de serem distribuídos pelas delegacias:
  • Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC)
  • Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB)
  • Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE)
  • Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI)
  • Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).
Segundo Amim, os 60 fuzis foram liberados para acautelamento. Pelo menos 20 AKs-47 ainda não foram entregues por falta de munição.
As armas chegaram a ficar mais de sete meses paradas em um depósito da polícia. A Justiça Federal do Rio disse, em janeiro de 2018, que tornou o Exército responsável pela doação.
Imagem mostra Frederick Barbieri no Alemão em 2010
 Foto: Reprodução/TV Globo
Na época, Ministério Público e a Secretaria Nacional de Segurança Pública deram o aval para o repasse, mas a maioria do armamento não pôde ser entregue porque houve divergências das instituições em relação aos uso dos fuzis AK-47 por policiais civis.
Em março do ano passado, o Exército deu parecer favorável para a Polícia Civil do Rio usar 15 fuzis AR-10, que estavam entre os 60 apreendidos. Faltava apenas, na época, uma autorização da Justiça para a corporação passar a usar as armas.
G1 entrou em contato com a Justiça Federal, que informou que o processo está atualmente tramitando no TRF2. Até a publicação da reportagem, o TRF2 não havia respondido sobre o andamento do processo.
Apreensão
Os 60 fuzis interceptados no Galeão no ano passado foram a maior apreensão de armas já ocorrida em terminal aéreo do país. Segundo a polícia, o armamento foi enviado por Frederick Barbieri dos EUA para o Brasil escondido dentro de aquecedores. Eram fuzis AK-47 e AR-10, que só poderiam ser usados por tropas de elite.
Frederick Barbieri foi preso no ano passado pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA e é apontado pela polícia como o maior fornecedor de fuzis para o Brasil.
Segundo os investigadores, ele mandava remessas de eletrônicos para o Brasil desde maio de 2013. Os produtos seriam usados para camuflar armas, como foi feito com os fuzis apreendidos.
Por Patricia Teixeira, G1 Rio

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