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Militares
venezuelanos que desertaram para o Brasil; ao centro,
uma deputada de oposição a Maduro — Foto:
Emily Costa/G1
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Percentual
de militares venezuelanos que desertaram é inferior a 1% do efetivo. Desertores
pedem apoio de colegas de farda.
Autoridades
migratórias colombianas informaram na segunda-feira (25) que mais de 270
militares, a maioria de baixa patente, abandonaram as forças armadas
bolivarianas e entraram na Colômbia nos últimos três dias. Outros
sete fugiram para o Brasil.
Dados oficiais
do governo venezuelano, no entanto, dizem que o efetivo da Força Armada
Nacional Bolivariana varia de 95 mil a 150 mil. Ou seja, o percentual de
militares que deixaram o país nos últimos dias fica em torno de 0,3%.
Os números
oficiais de efetivos não contabilizam as milícias bolivarianas apoiadas pelo
regime de Nicolás
Maduro. O presidente chavista tem apoio do alto comando militar, que
manifestou várias vezes repúdio
à iniciativa do líder da oposição Juan Guaidó de se autodeclararpresidente
interino da Venezuela.
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Ministro da
Defesa venezuelano Vladimir Padrino Lopez e cúpula
militar dão coletiva de imprensa nesta
quinta-feira (24) em Caracas
Foto: Manaure Quintero/Reuters
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Desde então,
Guaidó tenta convencer os militares venezuelanos a mudarem de lado. Além disso,
o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, advertiu os integrantes das forças armadas da
Venezuela que mantiverem apoio a Maduro: "Vão
perder tudo", disse em discurso à comunidade latina em Miami.
Os militares
desertaram em meio ao acirramento da crise política na Venezuela após o
bloqueio nas fronteiras à ajuda humanitária da coalizão liderada pelos Estados
Unidos. Houve confronto nas cidades fronteiriças, e a maioria dos desertores
fugiram por rotas próximas às cidades de Pacaraima (Brasil) e Cúcuta
(Colômbia).
Desertores
pedem apoio
Após cruzar as
fronteiras, os militares pediram
aos colegas de farda que passassem a desobedecer às ordens do regime Maduro.
"Coloquem-se do lado do povo, porque o povo está passando fome",
disse o sargento Carlos Eduardo Zapata a jornalistas no domingo.
Zapata foi um
dos três primeiros sargentos a cruzar a fronteira entre Brasil e Venezuela. Ele
relatou que um sobrinho dele morreu há cinco dias por falta de medicamentos.
"Nós, a
tropa profissional, queremos que os nossos companheiros se unam. Se não podem
fazer nada na Venezuela, que venham para o Brasil ou saiam para a
Colômbia", pediu Zapata.
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Militares
colombianos escoltam integrante da Guarda Bolivariana e
cachorro que
fugiram da Venezuela para a Colômbia
Foto: Luis Robayo/AFP
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No Brasil, os
dois primeiros caminhões com alimentos e remédios chegaram até Pacaraima no
sábado, mas não puderam entrar na Venezuela e foram recolhidos. Após a retirada
deles, venezuelanos
que estavam do lado brasileiro atacaram uma base militar no território da
Venezuela.
Os militares
venezuelanos reagiram e segundo o coronel Jacaúna, comandante da Operação
Acolhida, lançaram
bomba de gás e dispararam com arma de fogo, inclusive contra o
território brasileiro.
Nenhum deles,
até o momento, confirmou ter havido ordens para atirar com armas de fogo contra
cidadãos venezuelanos que tentassem passar do lado venezuelano para outros
países nas fronteiras.
Perguntados
sobre qual ordem recebiam para lidar com manifestantes, o sargento Jorge Luis
Gonzales Romero respondeu: "Ninguém cruza a fronteira, nem veículo".
Se alguém tentasse cruzar, segundo ele, a orientação era "chamar a atenção
e retirá-lo dali".
Militar
desertou com cachorro antidrogas
No domingo, um
dos militares venezuelanos que atravessou a fronteira para a Colômbia estava
acompanhado de um
cachorro da Guarda Nacional Bolivariana.
Segundo o
jornal colombiano "El Nacional", o cachorro participava de operações
antidrogas na Venezuela. O cuidador, um militar identificado como Laverde,
recusou-se a deixar o companheiro para trás.
Por G1



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