Governador
afirmou também ter solicitado ao ministro a regulamentação da Lei
Antiterrorismo e mais rigor ao tratamento de pessoas ligadas ao comando do
crime organizado e "narcoterrorismo".
O governador do
Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira
(2) ter pedido ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, a federalização de uma
unidade prisional do estado.
Witzel contou
ter conversado com Moro na terça-feira (1), quando foi a Brasília para a
cerimônia de posse do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Além da
federalização, o governador afirmou também ter solicitado ao ministro a
regulamentação da chamada Lei Antiterrorismo e mais rigor ao tratamento de
pessoas ligadas ao comando do crime organizado e "narcoterrorismo".
"Agora, eu
estou propondo ao Congresso Nacional, conversei ontem com o ministro Sérgio
Moro, de regulamentar a Lei Antiterrorismo, onde a prisão de pessoas que
estejam comandando o crime organizado do narcotráfico e do narcoterrorismo
sejam tratados com mais rigor. Em presídios sem qualquer regalia, sem visita,
com advogados públicos, com tempo de prisão que vai além dos 30 anos máximo,
alongar isso para 50 anos para crime organizado. Vamos formalizar também um
pedido ao ministro Sérgio Moro para federalizar uma das nossas unidades
prisionais."
Questionado
sobre as finanças do RJ, Witzel ressaltou que, atualmente, "há
impossibilidade material" para cumprimento dos mínimos constitucionais.
Mesmo assim, o governador acredita que as medidas tomadas até o fim do ano
possam reverter esse quadro.
Ao detalhar que
medidas serão essas, Witzel citou que as providências podem ser de
"austeridade orçamentária", leilão reverso de contratos, desconto no
pagamento de contratos, redução nos custos com aluguéis e reorganização de
algumas atividades".
Uma das propostas
mais polêmicas e já implementada pelo governador é a extinção da Secretaria de
Estado de Segurança. Para substituir a pasta, a princípio, foi criado um
Conselho de Segurança, que contará com 13 membros.
Witzel fez
considerações sobre o tema dizendo que a secretaria foi extinta para fortalecer
a Polícia Civil e "evitar que imagens como aquelas no Complexo do Alemão
voltem a existir".
"Ali foi
uma demonstração de incompetência, onde você não prendeu ninguém. Conosco, se
formos fazer uma operação, quem estiver lá e não se entregar será abatido, ou
então será preso."
Por Raoni Alves, G1 Rio

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