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O novo ministro
da Economia, Paulo Guedes
Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
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Encerrado
o primeiro
discurso do novo ministro da Economia, Paulo Guedes, o
comentário entre os presentes era um só: foi uma fala "forte" na
direção de fazer um duro ajuste fiscal, acabando com privilégios concedidos com
o dinheiro público.
Em conversa com
o blog após a cerimônia, empresários e executivos de bancos estavam animados
com o receituário apresentado por Paulo Guedes.
A avaliação era
unânime. O ministro da Economia pretende implementar uma agenda liberal
radical, invertendo o modelo de distribuição dos recursos públicos, que hoje
beneficia uma minoria no país, em detrimento da maioria.
"O
dinheiro público tem de ir onde o povo está", foi uma das frases comentadas
por participantes da cerimônia. Outra que causou impacto foi quando Paulo
Guedes disse que o "Brasil foi corrompido pelo excesso de gastos e parou
de crescer pela expansão destes gastos".
Mas teve gente
na plateia que se assustou com o tom da fala do ministro. Reservadamente, o
blog ouviu de participantes que autoridades públicas no local chegaram a dizer
que Paulo Guedes estava exagerando no tom. Ou seja, comentou um economista, o
ministro acertou na direção do seu discurso.
Uma das frases
que deixaram autoridades incomodadas foi quando Paulo Guedes falou da reforma
da Previdência, classificada por ele como o "primeiro e maior
desafio". O ministro, ao tocar no tema, afirmou: "Quem legisla tem as
maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias, e o povo tem
as menores."
Uma avaliação
que reflete bem a realidade brasileira, mas que mostra, pela reação de alguns,
exatamente o motivo de a reforma da Previdência sofrer tanta resistência dentro
do Congresso Nacional.
Paulo Guedes
prometeu encaminhar a proposta de reforma logo no início dos trabalhos do novo
Congresso, em fevereiro. Mas adiantou que, antes, sua equipe vai divulgar ações
para reduzir os gastos previdenciários que podem ser editadas por medida
provisória ou projeto de lei.
Segundo o
secretário-especial de Previdência, Rogério Marinho, as medidas podem ser
anunciadas na sexta-feira (4) e podem gerar uma economia entre R$ 17 bilhões e
R$ 30 bilhões por ano. O formato final deve ser definido na reunião ministerial
que o presidente Jair Bolsonaro realiza nesta quinta-feira (3).
Por Valdo Cruz

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