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Protesto
contra Maduro em Caracas, na quarta-feira (23)
Foto:
Manaure Quintero/Reuters
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Segundo ONG,
13 pessoas morreram desde o início das manifestações. Líder da oposição, Juan
Guaidó, se declarou 'presidente interino', e governo de Maduro está diante de
impasse.
A Venezuela
enfrentou novos protestos na madrugada desta quinta-feira (24), no 3º dia
consecutivo de manifestações contra o governo de Nicolás Maduro. Na
quarta-feira (23), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan
Guaidó, declarou-se
presidente interino.
A sua
iniciativa foi reconhecida por Brasil
e Estados Unidos, entre outros países. Maduro, que não reconhece os
atos da Assembleia Nacional, rejeita
sair do poder e diz que os EUA lideram complô contra seu governo.
Brasil e EUA
manifestam apoio a Juan Guaidó, líder da oposição da Venezuela
De acordo com a
agência de notícias Efe, os protestos desta quinta voltaram a se concentrar em
bairros populares de Caracas, antes considerados bastiões do chavismo, que
governa o país desde 1999.
A ONG Provea,
de Direitos Humanos, informou que por volta de 1h local (3h de Brasília), foram
registradas 15 manifestações na zona Oeste e no Centro da capital venezuelana.
Forças de segurança tentaram dispersar manifestantes com o uso de gás
lacrimogêneo e balas de borracha.
Desde o
início das manifestações, pelo menos 13 pessoas morreram no país, segundo a ONG
Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). De acordo com o órgão, as
vítimas foram atingidas por disparos e foram atacadas por agentes da polícia ou
por grupos paramilitares.
Nesta quinta,
um porta-voz do secretário-geral daONU, António Guterres, pediu por uma
investigação independente sobre as mortes ocorridas durante a crise no país,
insistindo para que todas as partes tenham um diálogo pacífico.
Os protestos no
centro de Caracas, sede dos poderes públicos da Venezuela, começaram na última
segunda-feira (21), quando membros
da Guarda Nacional Bolivariana se rebelaram e pediram para que as
pessoas fossem às ruas para protestar contra Maduro. Os militares foram presos
pouco depois.
Por G1

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