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© Reprodução Bolsonaro
disse que a investigação do Ministério
Público do Rio de Janeiro contra seu filho
seria para atingi-lo
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Em mais uma
entrevista exclusiva para a Record, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta
4ª feira (23.jan.2019) o filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Disse que
a investigação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) seria para
atingi-lo.
“Acredito
nele. A pressão em cima dele é para tentar me atingir. Ele tem explicado tudo o
que acontece com essas acusações infundadas, que teve sim seu sigilo quebrado”,
disse Bolsonaro. “Não é justo atingir o garoto, fazer o que estão
fazendo com ele para tentar me atingir”.
A entrevista
foi concedida em Davos, na Suíça. O presidente participa, até 5ª feira
(24.jan), do Fórum Econômico Mundial.
Mais cedo, em
entrevista à Bloomberg, Bolsonaro havia dito que “se por caso ele [Flávio]errou
e isso for provado, lamento como pai, mas ele terá de pagar o preço por esses
atos que não podemos aceitar”.
Flávio é
investigado pelo MP-RJ. O deputado estadual é citado em relatório do Coaf
(Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por duas movimentações
financeiras identificadas como atípicas:
- R$ 1.016.839 – pagamento de 1 título bancário à
CEF (Caixa Econômica Federal);
- 48 depósitos em espécie de R$ 2.000 – o dinheiro,
no total de R$ 96.000, entrou na conta de Flávio no período de 9 de junho
de 2017 a 13 de julho de 2017.
Segundo Flávio
Bolsonaro, as transações se referem a uma operação com imóveis.
Na 3ª, foi
noticiado que o senador eleito empregou em seu gabinete a mãe e a mulher de 1
suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Ele disse
que seu ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz –pivô do caso Coaf– foi o
responsável pelas indicações.
Queiroz teria
movimentado R$ 7 milhões em 3 anos. E feito 1 depósito de R$ 24.000 na conta da atual
primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Cancelou
entrevista ‘por recomendação médica’
Bolsonaro negou
que tenha cancelado a entrevista à imprensa em Davos nesta 4ª feira por
receio de ser questionado sobre a situação do filho. Disse que os médicos
recomendaram que descansasse.
“Foi
recomendação médica de que eu tenha que chegar descansado domingo em São Paulo
para que eu possa me submeter a uma cirurgia bastante complexa, e que todo o
meu abdômen será aberto novamente”, disse o presidente.
O presidente
passa por cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que usa desde setembro de
2018, dias depois de levar uma facada durante ato de campanha em Juiz de
Fora (MG).
“Na última
vez eu tomei 35 pontos, então não posso chegar cansado lá. E, logicamente, o
que nós pudermos cancelar aqui, cancelaremos”, afirmou.
Record e o
acesso à família Bolsonaro
A Record
realizou 4 entrevistas exclusivas com o presidente e seus familiares desde 6ª
feira (18.jan). Todas com ambiente favorável aos Bolsonaro.
Na 6ª, Flávio
Bolsonaro disse que o MP-RJ agiu de “forma ilegal” no
caso Fabrício Queiroz. Não foi confrontado. No mesmo dia, o Jornal Nacional
noticiou os depósitos fracionados de R$ 96.000 em sua conta.
No domingo,
Flávio –mais uma vez– e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foram
entrevistados:
- o senador eleito não explicou os depósitos fracionados;
- a primeira-dama falou da rotina no Palácio da Alvorada, do
discurso em libras na posse. Nada sobre o depósito de R$ 24.000 feito por
Queiroz em sua conta.
Na noite desta
4ª, com Bolsonaro, os 5 minutos veiculados foram de declarações do presidente.
A repórter que o entrevistou falou apenas no começo, para agradecê-lo por
conceder a entrevista.
A Record é de
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Macedo declarou apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.
Poder360

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