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Macri e
Bolsonaro brindam após almoço no Palácio
do Itamaraty
— Foto: Isac Nóbrega/PR
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Proposta foi
discutida nesta quarta-feira (16) durante visita oficial do presidente
argentino Mauricio Macri a Brasília. Paraguai e Uruguai já se manifestaram a
favor desta possibilidade.
As chancelarias
de Brasil e Argentina discutiram nesta quarta-feira (16) em Brasília, durante
a visita oficial do presidente argentino Maurício Macri ao
país, a possibilidade de flexibilizar regras do Mercosul que
proíbem integrantes do bloco sul-americano de negociar individualmente acordos
de livres comércio com outros países.
Além de Brasil
e Argentina, o Mercosul também é composto por Venezuela, Uruguai, Paraguai. A
Venezuela, entretanto, está suspensa do bloco acusada de "ruptura da ordem
democrática". No passado, os governos paraguaio e uruguaio já se
manifestaram a favor da possibilidade de integrantes do Mercosul negociarem individualmente
com outras nações acordos de livre comércio.
Segundo fontes
do Itamaraty, a proposta de flexibilização dos acordos bilaterais foi colocada
"sobre a mesa" nesta quarta por integrantes dos governos do Brasil e
da Argentina nas conversas realizadas em meio à primeira visita oficial de
Macri ao Brasil após a posse do presidente Jair Bolsonaro. O chefe de estado
argentino não compareceu à posse do colega brasileiro em 1º de janeiro.
A proposta que
pode pôr fim à exigência de acordos coletivos de livre comércio com outros
países ainda é "genérica" e sem "contornos claros",
informaram integrantes do governo brasileiro. Ainda de acordo com essas fontes,
a ideia precisa ser formatada com os outros sócios do bloco.
Afinando o
discurso
Ainda segundo
fontes do governo Bolsonaro, ficou clara durante as reuniões desta quarta-feira
a disposição dos dois principais sócios do Mercosul de continuar a trabalhar
conjuntamente no bloco sul-americano.
A integração do
governo brasileiro com o Mercosul havia sido colocada em dúvida em razão de uma
declaração polêmica do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o bloco não seria a prioridade da nova gestão.
Na manhã desta quarta-feira,
relataram integrantes do Executivo federal, Paulo Guedes aproveitou a visita de
Macri a Brasília para elogiar a relação bilateral do Brasil com a Argentina e a
importância do Mercosul para o governo brasileiro.
Ajustando o
discurso de campanha com a nova realidade de presidente da República, Bolsonaro
manifestou nesta manhã que as declarações que deu cobrando um Mercosul mais
enxuto vão na linha de avaliar quais estruturas e órgãos são realmente
necessários ao funcionamento do bloco.
No plano
externo, informaram as fontes do Itamaraty, o objetivo da administração
Bolsonaro será focar nos acordos do bloco que podem ser fechados rapidamente.
No momento, as duas negociações mais adiantadas são com o Canadá e com a União
Europeia.
De acordo com
integrantes da chancelaria brasileira, a prioridade dos argentinos é em fechar
o acordo de livre comércio com o bloco europeu.
No plano
interno, o interesse do governo brasileiro é baixar a Tarifa Externa Comum
(TEC), que pode ser colocada em prática setorialmente. A TEC é a tarifa usada
pelo países integrantes do Mercosul para taxar importações de países de fora do
bloco sul-americano.
Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 —
Brasília

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