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Jair
Bolsonaro desembarcou na Suíça nesta segunda-feira (21)
para participar do Fórum Econômico Mundial
Foto: Alan Santos/Presidência da República
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Na primeira
viagem ao exterior como presidente, ele pretende restabelecer a confiança do
mundo com o Brasil. Jair Bolsonaro afirmou que discurso dele será 'muito curto'
e 'objetivo'.
Há 22 dias no
comando do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro fará
nesta terça-feira (22) sua estreia em um evento internacional, discursando na
sessão plenária do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O encontro
anual dos mais ricos, poderosos e famosos do planeta começa nesta
terça e se encerra na sexta-feira (25).
O fórum de
Davos reúne políticos, investidores e outras lideranças com o objetivo de
construir uma agenda econômica, regional e industrial em comum. O encontro
deste ano tem como tema a "Globalização 4.0: Moldando uma arquitetura
global na era da quarta revolução industrial".
De acordo com a
assessoria do Planalto, o presidente brasileiro será o primeiro chefe de Estado
latino-americano a discursar na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico
Mundial. A fala de Bolsonaro está prevista para ocorrer a partir das 12h30
(horário de Brasília).
Ao desembarcar
nesta segunda-feira (21) em Davos, o presidente afirmou que fará um discurso
"muito curto" e "objetivo" para dizer que o
Brasil busca negócios "sem viés ideológico".
Bolsonaro e a
comitiva brasileira devem retornar a Brasília na sexta-feira (25). Neste
período em que o presidente está fora do país, o vice-presidente da República,
Hamilton Mourão, está
no comando do Planalto.
O presidente
viajou à Suíça acompanhado do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro
(PSL-SP), e de cinco ministros:
- Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
- Paulo Guedes (Economia)
- Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública)
- Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência)
- Augusto Heleno (Gabinete de Segurança
Institucional)
Jair Bolsonaro
é o quinto presidente brasileiro a participar do Fórum Econômico Mundial desde
1998. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1998), Luiz Inácio Lula da
Silva (2003, 2005 e 2007), Dilma Rousseff (2014) e Michel Temer (2018)
estiveram no encontro durante seus mandatos.
Recados ao
mundo
O presidente da
República afirmou que deseja mostrar aos participantes do fórum econômico que o
governo dele está adotando medidas para recuperar a "confiança" no
Brasil, com negócios "sem viés ideológico".
“[O discurso]
foi feito e corrigido por vários ministros para que déssemos o recado mais
amplo possível sobre o novo Brasil que se apresenta com a nossa chegada ao
poder”, declarou Bolsonaro aos jornalistas ao chegar a Davos.
Segundo o G1 apurou, Bolsonaro pretende
usar a viagem à Suíça para defender a democracia e ressaltar a importância de
aprovar reformas estruturantes no Brasil. Ele irá enfatizar à comunidade
internacional que a aprovação de reformas, como a da Previdência, é essencial
para o equilíbrio das contas públicas.
O presidente
quer destacar ao mundo que o Brasil é um país favorável às privatizações e
aberto a investimentos privados.
Regime
Nicolás Maduro
A situação da
Venezuela também está na pauta de Bolsonaro em Davos. O presidente deve
participar na quarta-feira (23) de um "diálogo diplomático" que tem
como objetivo discutir a “crise humanitária” no país sul-americano.
Na segunda-feira,
Bolsonaro disse esperar que mude
"rapidamente" o governo da Venezuela, comandado por Nicolás
Maduro.
O brasileiro se
reuniu na semana passada, em Brasília, com
opositores de Maduro, a fim de aumentar a pressão contra o governo
venezuelano. Maduro tomou
posse em janeiro para um segundo mandato de cinco anos como
presidente. Parte da comunidade internacional não reconhece o novo mandato do
chefe de Estado venezuelano, e entre esses países está o Brasil.
Por Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri,
G1 — Brasília

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