28/12/2018

Testemunha-chave do caso Odebrecht na Colômbia é encontrada morta


Segundo o jornal "El Tiempo", o corpo de Merchán, que tinha 43 anos,
foi encontrado dentro do apartamento em que vivia em Bogotá
sobre a cama e com uma música alta tocando.
Corpo de Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia, é encontrado dois meses após a morte de Jorge Enrique Pizano e seu filho, Alejandro Pizano Ponce de León, que foi envenenado.
Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia e uma das testemunhas-chave das investigações do caso Odebrecht no país, foi encontrado morto nesta quinta-feira (27) em Bogotá – dois meses após a morte de Jorge Enrique Pizano, outro importante colaborador da Justiça para esclarecer o escândalo, e do envenenamento de seu filho, Alejandro Pizano Ponce de León.
"Tristeza infinita pela morte de um grande amigo, extraordinário ser humano, Rafael Merchán. Vai fazer muita falta. Que dor. Que descanse em paz", escreveu o ex-senador Carlos Fernando Galán.
Segundo o jornal "El Tiempo", o corpo de Merchán, que tinha 43 anos, foi encontrado dentro do apartamento em que vivia em Bogotá – sobre a cama e com uma música alta tocando. O ex-secretário era testemunha no processo penal contra Luis Fernando Andrade, ex-presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), dentro do caso Odebrecht.
Andrade é acusado por crimes de interesse indevido na celebração de contratos, de ocultação, adulteração ou destruição de elementos materiais probatórios e falso testemunho. Os promotores investigam o contrato de concessão da Rota do Sol II, assinado por Andrade como presidente da ANI. A Odebrecht liderava o consórcio responsável pelas obras.
Jorge Enrique Pizano morreu após sofrer um infarto. Três dias depois, um de seus filhos, o arquiteto Alejandro Pizano Ponce de León, morreu envenenado após beber uma garrafa de água que estava na escrivaninha do quarto de seu pai.
Pizano trabalhava como auditor e representava o Grupo Aval no contrato de concessão da Rota do Sol. Segundo o Ministério Público da Colômbia, a Odebrecht pagou 84 milhões de pesos (R$ 28,35 milhões) em propinas para vencer a licitação.
Por G1

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