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| Segundo o jornal "El Tiempo", o corpo de Merchán, que tinha 43 anos, foi encontrado dentro do apartamento em que vivia em Bogotá sobre a cama e com uma música alta tocando. |
Corpo de
Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia, é
encontrado dois meses após a morte de Jorge Enrique Pizano e seu filho,
Alejandro Pizano Ponce de León, que foi envenenado.
Rafael Merchán, ex-secretário de
Transparência da presidência da Colômbia e uma das testemunhas-chave
das investigações do caso Odebrecht no país, foi encontrado morto nesta
quinta-feira (27) em Bogotá – dois meses após a morte de Jorge Enrique
Pizano, outro importante colaborador da Justiça para esclarecer o escândalo, e
do envenenamento de seu filho, Alejandro Pizano Ponce de León.
"Tristeza
infinita pela morte de um grande amigo, extraordinário ser humano, Rafael
Merchán. Vai fazer muita falta. Que dor. Que descanse em paz", escreveu o
ex-senador Carlos Fernando Galán.
Segundo o jornal "El Tiempo", o
corpo de Merchán, que tinha 43 anos, foi encontrado dentro do apartamento em
que vivia em Bogotá – sobre a cama e com uma música alta tocando. O
ex-secretário era testemunha no processo penal contra Luis Fernando Andrade,
ex-presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), dentro do caso
Odebrecht.
Andrade é acusado por crimes de interesse
indevido na celebração de contratos, de ocultação, adulteração ou destruição de
elementos materiais probatórios e falso testemunho. Os promotores investigam o
contrato de concessão da Rota do Sol II, assinado por Andrade como presidente
da ANI. A Odebrecht liderava o consórcio responsável pelas obras.
Jorge Enrique Pizano morreu após sofrer um
infarto. Três dias depois, um de seus filhos, o arquiteto Alejandro Pizano
Ponce de León, morreu envenenado após beber uma garrafa de água que estava na
escrivaninha do quarto de seu pai.
Pizano trabalhava como auditor e representava
o Grupo Aval no contrato de concessão da Rota do Sol. Segundo o Ministério
Público da Colômbia, a Odebrecht pagou 84 milhões de pesos (R$ 28,35 milhões)
em propinas para vencer a licitação.
Por G1

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