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Alvo preso
em operação contra o crime em Japeri,
na Baixada
Fluminense — Foto: Fernanda Rouvenat/ G1
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Por causa
das investigações, 32 mandados de prisão foram expedidos. Quadrilha com atuação
no tráfico de drogas também seria responsável por homicídios, roubos e
extorsões.
O Departamento
Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) realiza na manhã desta
segunda-feira (17) uma operação contra o tráfico de drogas no município de
Japeri e que tem como objetivo desarticular uma quadrilha com atuação no
tráfico de drogas e que seria responsável por homicídios, roubos e extorsões no
Complexo do Guandu. Por causa das investigações, 32 mandados de prisão foram
expedidos. Até 7h07, 11 mandados de prisão foram cumpridos.
A ação,
batizada de Fúrio, faz alusão a Marco Fúrio Camilo, ditador romano que derrotou
Breno, saqueador celta que liderou o exército gaulês que capturou e sequestrou
a cidade de Roma na Antiguidade.
O tráfico de
drogas no Guandu, em Japeri, é liderado por Breno da Silva Souza, que possui o
mesmo nome do sequestrador da cidade de Roma. Sob seu comando, os traficantes
passaram também a roubar cargas e veículos, principalmente na RJ-493, no Arco
Metropolitano, e exigir pagamentos mensais de empresários e comerciantes da
região para que estes pudessem desenvolver suas atividades. Caso não pagassem,
eles sofriam atentados. Atualmente, Breno está preso.
“Esse grupo de
pessoas se reuniu para o fim do tráfico de drogas e para extorquir comerciantes
e moradores. As investigações duraram cerca de cinco meses”, destacou o
delegado Deoclécio de Assis.
Breno é o
traficante que, em julho deste ano, caiu
em escutas telefônicas pedindo ajuda ao prefeito de Japeri, Carlos
Moraes, para se livrar da polícia. Moraes foi detido na Operação Sênones.
O traficante
Breno da Silva Souza, antes de ser flagrado na escuta, tentou
forjar a própria morte, com documentos que atestavam o seu óbito.
As investigações apontam que ele coordenava roubos de carga pela região.
Ele é um dos
denunciados pelo assassinato dos vigilantes Jonas Souza da Silva e Benedito
Charles da Silva, em maio de 2017, mortos durante assalto a um caminhão de
carga no Arco Metropolitano.
De acordo com a
polícia, no período entre 2013 e 2015, a facção Comando Vermelho dominava o
tráfico de drogas na área. Com a prisão do líder da facção, Ipojucan Soares de
Andrade, conhecido como Coroa, ascenderam ao poder os comparsas Breno e Jairo
Rodrigues Alves, vulgo Paizão.
Insatisfeitos
com a gestão de Coroa, Breno e Paizão associaram-se à facção Amigos dos Amigos
(ADA) e contaram com o fornecimento de armas de Carlos José da Silva Pimenta, o
Arafat, líder do tráfico de drogas na comunidade da Pedreira.
A partir daí
iniciou-se uma guerra entre facções na região, já que a Ada passou a controlar
o tráfico de drogas em Engenheiro Pedreira e o Comando Vermelho manteve domínio
sobre as comunidades de Japeri.
Em meados de
2017, com a autorização de Celso Luís Rodrigues, conhecido como Celsinho da
Vintém, a Ada se aliou ao Terceiro Comando Puro e deu origem à facção Terceiro
Comando dos Amigos (TCA).
Com a disputa
entre ADA e CV pelo comando da Rocinha, a união perdeu força e Arafat, que
apoiava Breno, mudou de facção. Ele, por sua vez, não aceitou trocar e se
recusou a devolver os fuzis que havia recebido. Jairo já estava preso. Assim,
ele passou a não apenas operar o tráfico, mas usar as armas para roubar
caminhões e extorquir comerciantes.
Por Fernanda Rouvenat e Márcia Brasil, G1 Rio
e TV Globo

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