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O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Foto: Reuters
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O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, desembarca no Brasil na manhã desta sexta-feira (28) para
participar na próxima semana da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro na
Presidência. O chefe de Estado israelense agendou uma série de compromissos
oficiais na estadia de cinco dias no país, entre os quais reunião com o
presidente eleito, encontros bilaterais com o secretário de Estado
norte-americano e os presidentes de Honduras e Chile e evento com líderes da
comunidade judaica brasileira.
Na noite desta
quinta (27), Bolsonaro escreveu no Twitter que estava à espera da chegada e
visita do primeiro-ministro de Israel e afirmou que os dois irão se reunir para
discutir "novos rumos" para os dois países.
O presidente
eleito disse na rede social que Israel é referência mundial em tecnologia para
diversos serviços e que isso interessa ao governo dele.
A previsão é de
que Netanyahu pouse na base área do Galeão, no Rio de Janeiro, às 9h30. Haverá
uma cerimônia de boas-vindas no aeroporto em homenagem ao premiê.
No início da
tarde, Benjamin Netanyahu terá o primeiro encontro com Bolsonaro na visita ao
Brasil. O chefe de Estado de Israel e o presidente eleito vão se reunir no
Forte de Copacabana. Os futuros ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e
Fernando Azevedo (Defesa) participarão da reunião.
O
primeiro-ministro encerra a agenda desta sexta-feira participando de um evento
na Sinagoga Beit Yaakov, na capital fluminense. No sábado (29), ele terá apenas
agenda privada no Rio de Janeiro.
Netanyahu
agendou no domingo (30) encontro com jornalistas brasileiros, líderes da comunidade
judaica brasileira e "Amigos Cristãos de Israel". No dia seguinte, o
premiê concederá entrevistas à imprensa de Israel e do Brasil.
No dia da
cerimônia de posse, o primeiro-ministro terá uma intensa agenda em Brasília. No
início da tarde, antes mesmo da solenidade de Bolsonaro, Netanyahu se reunirá
com o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e secretário de Estado
dos EUA, Mike Pompeo.
A agenda do
premiê israelense prevê que ele participará da cerimônia de posse no Congresso
Nacional, do encontro de chefes de Estado no Palácio do Planalto e da recepção
que será oferecida pela Itamaraty aos líderes estrangeiros em homenagem a
Bolsonaro.
Antes de
embarcar de volta para Israel na noite de terça, Benjamin Netanyahu ainda terá
um encontro privado com o presidente do Chile, Sebastian Pinera, no Palácio do
Itamaraty.
Aproximação
com Israel
Nos últimos
dias, houve dúvidas sobre se Netanyahu participaria da solenidade de posse de
Israel. Cogitava-se que o primeiro-ministro poderia antecipar o retorno para o
país do Oriente Médio em razão da crise política que obrigou a coalizão de
governo a antecipar para abril as eleições legislativas programadas para
novembro.
Desde que foi
eleito presidente, Bolsonaro passou a ensaiar uma aproximação com Israel, histórico
aliado dos EUA. O presidente eleito gerou polêmica no Brasil e no exterior ao
anunciar que, após assumir o comando do Palácio do Planalto, iria transferir a
embaixada brasileria em Israel de
Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que decidiu o presidente
norte-americano Donald Trump.
A embaixada dos
EUA em Jerusalém foi
inaugurada em maio. A transferência da chancelaria representa o
reconhecimento de Jerusalém – cidade
considerada sagrada por várias religiões – como capital
israelense.
Israel
considera Jerusalém a "capital eterna e indivisível" do país, mas os
palestinos não aceitam e reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um
futuro Estado palestino.
Diante das
manifestações públicas de apoio a Israel do presidente eleito brasileiro,
Netanyahu confirmou presença na cerimônia de posse de Bolsonaro. Ele será o
primeiro chefe de Estado israelense a visitar o Brasil.
Nesta semana,
Bolsonaro anunciou nas redes sociais que o futuro ministro de Ciência e
Tecnologia, Marcos Pontes, irá em janeiro a Israel com o objetivo de visitar
estações de dessalinização.
Segundo o presidente
eleito, em parceria com o governo israelense, será estudada a realização de
testes de produção de água a partir da umidade do ar.
"Poderemos,
inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses
equipamentos no nosso mercado", escreveu o presidente eleito no Twitter.
Por G1 — Brasília

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