Passageiros reclamam de falta de circulação dos ônibus da gratuidade em Macaé, RJ, durante a greve | Rio das Ostras Jornal

Passageiros reclamam de falta de circulação dos ônibus da gratuidade em Macaé, RJ, durante a greve

Greve dos rodoviários aumenta fila nos pontos de ônibus
 em Macaé — Foto: Reprodução/Inter TV

Para não ficar a pé, beneficiários estão pagando a passagem. SIT afirma que coletivos passam de três em três horas.
Os passageiros que têm direito à gratuidade em Macaé, Interior do Rio, afirmam que os veículos específicos para este público não estão circulando durante a greve dos rodoviários. Para não ficar a pé, quem pode tem que pagar pela viagem. O locutor Leonardo Margarido falou da dificuldade para a equipe de reportagem da Inter TV nesta terça-feira (2)
"Com a falta de ônibus, eles estão colocando apenas carro seletivo, de uma porta. Esse carro não oferece a lei da gratuidade", relatou Leonardo, que mora em Macaé e trabalha em Cabo Frio, e tem direito à gratuidade para linhas municipais e intermunicipais por ter apenas 10% da visão.
"Me sinto lesionado porque a lei está sempre do lado do mais forte, do empresário, do dono da empresa, e nunca vê o lado do deficiente, do idoso, das pessoas que necessitam do transporte do dia a dia. Nosso direito de ir e vir está limitado ao transporte de duas portas que opera de três em três horas", disse ele, que já precisou pagar R$ 17,75 pela passagem para poder chegar ao trabalho.
Durante a greve, que teve início no dia 26 de setembro, a frota circulando nas ruas é de apenas 50%. Parte das linhas intermunicipais foi remanejada para atender os usuários em Macaé, por isso faltam veículos para o transporte para cidades como Rio das Ostras e Cabo Frio.
A SIT Macaé disse que os ônibus que atendem à gratuidade estão circulando regularmente a cada três horas com saídas de Macaé e Cabo Frio. A empresa afirma também que os veículos que estão a serviço da SIT em Macaé pertencem às frotas reserva e de venda, e não estão prejudicando a circulação nas cidades de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e segundo distrito de Cabo Frio.
O Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro) informou que, diante das denúncias, vai reforçar a fiscalização na região.
Os rodoviários afirmam que não recebem reajuste salarial adequado há três anos. De acordo com o sindicato, o impasse sobre o reajuste salarial acontece desde 2017.
Na última reunião entre representantes dos trabalhadores e a SIT, responsável pelo transporte público na cidade, a empresa manteve a proposta de reajuste salarial de 2%. Os motoristas e cobradores pediam 16% e chegaram a dizer que aceitariam 9%. Como não houve acordo, a greve foi mantida.
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Por Inter TV — Região dos Lagos

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