
RIO –
Trocas de acusações, com um grande número de direitos de resposta, foram as
marcas do debate entre candidatos ao governo do Estado do Rio nas eleições 2018, promovido pela TV Globo
na noite desta terça-feira, 2. Foi o último debate antes das eleições deste
domingo, 7, numa corrida liderada por Eduardo Paes (DEM), segundo as pesquisas de intenção de voto.
A primeira
troca de acusações foi entre os candidatos Wilson Witzel (PSC) e Indio da Costa(PSD). Witzel, ex-juiz federal, começou lembrando
suspeitas envolvendo o candidato do PSD, mas foi Indio quem se destacou na
distribuição de acusações ao longo do debate.
Indio disse que
temia pelas sentenças proferidas por Witzel, já que o candidato do PSC acusava
sem provas. Em seguida, listou acusações contra Paes – num dos blocos, começou
sugerindo que os telespectadores buscassem na internet os termos “Eduardo Paes
milícia”.
Mais tarde,
Indio entrou em embate com Romário Faria (Podemos), após o
ex-jogador de futebol lançar suspeitas sobre a evolução do patrimônio do
candidato do PSD. Numa sequência de direitos de resposta, Indio rebateu dizendo
que tem atividades profissionais, como advogado e empresário, diferentemente de
Romário, cujo patrimônio “não se sabe de onde vem nem para onde vai”, numa
referência a acusações de que o candidato do Podemos teria feito doações
ilegais de bens para parentes.
“Dizer aqui que
não sabe de onde vem o meu dinheiro? Está de brincadeira! Joguei futebol
profissional desde 18 anos”, afirmou Romário, ressaltando que seu “dinheiro
sempre foi limpo” e declarado. “Ganhei meu dinheiro literalmente suado”, disse
o campeão do mundo de 1994.
Indio também
polemizou com a candidata do PT, Marcia
Tiburi. “Márcia, você representa uma quadrilha que roubou o País”, disse
Indio, quando respondia à candidata do PT sobre contas públicas. Segundo o
candidato do PSD, que foi candidato a vice-presidente, pelo DEM, na chapa
de José Serra (PSDB)
em 2010, o candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad “pertence à quadrilha”, que é “comandada da
cadeia” pelo ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. “Não tem essa estória de ‘Lula, livre’, é ‘Lula,
preso’”, afirmou Indio.
Marcia
conquistou direito de resposta e disse que o PT é o partido “mais querido” do
País. “Lula foi preso de forma injusta”, afirmou a candidata do PT, para quem
Haddad foi “o melhor ministro da Educação” que o País já teve.
Paes também foi
alvo. O candidato do PSOL, Tarcísio
Motta, lembrou que Paes está na lista de políticos com apelidos da
construtora Odebrecht.
“Todo mundo sabe que você é o nervosinho da Odebrecht”, disse Motta para Paes,
no terceiro bloco do debate, encerrado há pouco.
Segundo o
ex-prefeito do Rio, “todo mundo que está na vida pública está sujeito a
investigações”. “Sou favorável e defensor da Lava Jato, mas compete a quem
delatou comprovar”, afirmou Paes.
A corrida
presidencial também foi tema do debate. Nas considerações finais, Witzel e
Indio declararam apoio ao candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro. A
candidata do PT, Marcia Tiburi, alertou para o perigo do “fascismo”, sem citar
Bolsonaro. “Fascismo é o fim da democracia”, disse Marcia, nas considerações
finais.
Vinicius
Neder
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