
Policiais do
Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) buscam cumprir 37 mandados
de prisão preventiva em toda a cidade. Segundo o Ministério Público,
traficantes roubam cargas para financiar e fortalecer a quadrilha, comprando
mais armas e drogas
Rio - A Polícia
Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira, uma
operação contra uma quadrilha de traficantes especializada em roubo de cargas
em toda a cidade do Rio de Janeiro. Policiais do Departamento Geral de Polícia
Especializada (DGPE) e da 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, do
MPRJ, buscam cumprir 37 mandados de prisão preventiva. Até o momento, 20
pessoas foram presas.
Segundo as
investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), o prejuízo em roubos
em vias expressas, como a Avenida Brasil e a Rodovia Presidente Dutra, já chega
aos R$ 600 milhões. As informações ainda indicam que os traficantes roubam
cargas para financiar e fortalecer a quadrilha, comprando mais armas e drogas.
A denúncia narra
que, para executar os crimes, os criminosos utilizam armamento de guerra
(fuzis, pistolas e granadas) e se beneficiam do controle que possuem de
comunidades para fazer o transbordo das mercadorias e a revenda das cargas.
Ainda segundo a denúncia, o grupo recebe apoio bélico e financeiro de facções
do Rio e de São Paulo.
A quadrilha faz
uso de uniformes policiais, bloqueadores de GPS e contam com
"batedores" para evitar a abordagem policial. Entre os alvos também
estão motoristas de empresas de transporte de cargas, que forneciam informações
privilegiadas sobre os deslocamentos.
Grupo se
consolidou na Cidade Alta
De acordo com o
Ministério Público do Rio, o grupo consolidou-se na Cidade Alta, no bairro de
Cordovil, mas atua em associação com traficantes de diversas outras áreas,
entre elas a Comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em
Bangu; a Favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré e até
com ramificações em São Gonçalo e na Região dos Lagos.
Entre os 37
denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas
e batedores. A denúncia é resultado de 10 meses de investigação conduzida em
parceria pela 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal e pela Delegacia
de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). Os criminosos responderão na Justiça pelos
crimes de associação para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos
roubos de carga.
Por O Dia
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