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Manifestantes
saem pelas ruas de Lisboa, em Portugal.
Foto:
Reprodução/Facebook/Solidariedade Imigrante
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Neste
domingo, protestantes foram para as ruas em Lisboa, Porto e Braga para pedir
mais justiça e punições aos agressores.
Neste domingo
(16), Portugal se tornou palco de diversas manifestações antirracismo que
acontecem simultaneamente nas cidades de Lisboa, Porto e Braga.
A mobilização
foi motivada devido ao processo contra 17 policiais por tortura e racismo em
relação a jovens negros da Cova da Moura, região metropolitana de Lisboa. “Os
vários casos de racismo que têm sido discutidos na praça pública são só a ponta
do iceberg daquilo que as nossas comunidades sofrem no seu dia a dia, sem que
se faça justiça”, informa o comunicado da organização SOS Racismo.
“Estamos no
meio das audiências que estão acontecendo. Conseguimos finalmente levar a
atitude racista constante da polícia ao tribunal”, afirma à RFI Anabela
Rodrigues, do Grupo do Teatro do Oprimido de Lisboa. Ela diz que a manifestação
tem também o intuito de “lembrar que Portugal é racista”.
Pimênio,
porta-voz da comunidade de ciganos, declara à RFI que está “farto”. “Viemos
para mostrar que estamos aqui. Existimos. Somos vítimas e estamos morrendo nas
ruas. Portugal quer fechar os olhos, não querem ouvir, mas nós vamos gritar”.
“As agressões
policiais a negros, ciganos e imigrantes acontecem nos bairros, nas ruas, nos
transportes públicos. Perante elas, o Estado português pouco ou nada faz.
Moradores da Cova da Moura foram agredidos debaixo de insultos racistas”,
continua o manifesto do SOS Racismo.
A associação
também lembra diversos casos por todo o país, como o de Nicol Quinayas, no
Porto, “agredido por um segurança da empresa 2045 enquanto era alvo de insultos
racistas” ou de Igor, jovem cigano de Beja, na região do Alentejo, baleado na
cabeça por um policial.
“Todos sabem da
infiltração da extrema-direita nas forças de segurança. Não nos esquecemos de
Elson Sanches ‘Kuku’, do MC Snake, do Musso e de todos aqueles que morreram ou
foram agredidos pelas autoridades policiais, sem que tenha sido feita justiça”,
denuncia SOS Racismo.
Por RFI

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