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Eduardo levou Giulia para o reforço da
vacina em posto da Tijuca:
'A
imunização é importante, principalmente para as crianças pequenas'
- Estefan Radovicz / Agência O Dia
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Secretaria de
Vigilância em Saúde alerta para o risco e acredita em procura maior no final da
campanha
RIO - Na reta
final da Campanha de Vacinação do Ministério da Saúde contra o sarampo e a
poliomelite, apenas 37% do público alvo foi imunizado no Rio. O estado é o
segundo com menor cobertura vacinal no país, atrás apenas do Pará, apesar de já
ter 18 casos de sarampo confirmados, sendo 15 na capital, dois em Duque de
Caxias e um em Niterói.
A campanha, que
vai até dia 31 de agosto e teve o Dia D no último sábado ( dia 18), tem a meta
de imunizar 812 mil crianças de 1 a 5 anos no Rio. No entanto, 517 mil crianças
ainda precisam ser vacinadas.
Para o
subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Alexandre Chieppe, a cobertura
vacinal ainda pode aumentar, pois muitos pais só levam seus filhos no fim da
campanha. Mas além disso, a falta de informação também contribui com os
números. "É importante lembrar que todas as crianças de 1 a 5 anos devem
ser vacinadas, mesmo que já tenham recebido uma dose anterior. É um reforço
para uma proteção duradoura", explicou Chieppe, que acrescentou que um
prorrogamento da campanha ou um novo dia D não são descartados. "Vamos
analisar se será necessário". No ano passado, a cobertura vacinal contra o
sarampo chegou a 95% e 86% contra a pólio.
O subsecretário
admite que a imunização de doenças já erradicadas no país é um desafio. "É
uma nova realidade, a cada ano os números são menores. Mas o risco dessas
doenças são pequenos por conta da alta cobertura vacinal, que precisa se
manter. O sarampo já foi a principal causa de mortalidade infantil no país e as
sequelas da pólio eram recorrentes, as doenças batiam na nossa porta",
afirmou.
Ontem, no
Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, Eduardo levou a pequena
Giulia para tomar as duas vacinas. "A vacinação é de suma importância,
principalmente para as crianças mais novas. A doença pode levar à à
morte", opinou.
A fotógrafa
Danielle Medeiros, 41 anos, fez o mesmo com o filho Pedro Santoro, de 1 ano e 7
meses, no posto de Santa Teresa. Ele já tinha sido vacinado no início do ano.
"Sempre segui a risca a imunização com meus filhos. As vacinas são
disponibilizadas, então não tem porque não tomar. As pessoas não se preocupam
até que a doença chegue", disse ela, que também tem uma filha de 15 anos e
outro de 21.
Para a
poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida
serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já
tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha.
Em relação ao
sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral,
independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas
nos últimos 30 dias, que não necessitam de uma nova dose.
"O prazo
para término da campanha está se aproximando. O esforço do país é impedir que
doenças já eliminadas não retornem o Brasil", ressaltou o ministro da
Saúde, Gilberto Occhi.
Na dúvida, é
melhor tomar uma dose
Apesar da
campanha de vacinação ser voltada apenas para crianças de 1 a 5 anos, pessoas de
até 49 anos podem ser vacinadas contra o sarampo. Atualmente, o Brasil enfrenta
surtos da doença em Roraima e Amazonas, e há 18 anos nenhum caso era registrado
no Rio.
O Ministério da
Saúde disponibiliza duas doses da vacina contra o sarampo para as pessoas de
até 29 anos, e uma dose de 30 até 49 anos. Quem não lembra se já foi imunizado,
e não conseguir resgatar na caderneta de vacinação ou no posto de saúde, pode
receber uma nova dose.
A imunização
contra o sarampo não é indicada para gestantes, menores de seis meses de idade
e casos suspeitos da doença, que tem como sintomas manchas vermelhas na pele,
febre alta, conjuntivite, entre outros. A transmissão é alta e acontece pelo
ar, através de tosse e espirro.
Em todo o país,
cinco milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas contra sarampo e pólio.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das crianças e criar uma
barreira sanitária de proteção.
Por O Dia

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