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| A Justiça compreendeu que, com o superávit do valor dos royalties, a empresa já teria um aumento no valor da parcela paga pela Administração Municipal. Fotos Angel Morote / Divulgação |
A Procuradoria
Geral do Município garantiu mais uma vitória contra a BRK Ambiental ao
conseguir, por meio de uma petição, a manutenção da liminar que reduzia o valor
pago mensalmente pelo contrato de Parceria Público Privada (PPP) referente à
operação do sistema de esgotamento sanitário. A ação foi feita porque a empresa
entrou com um novo pedido na justiça de reconsideração para revogar a liminar
obtida pela Prefeitura de Rio das Ostras.
De acordo com o
procurador-geral, Felipe da Costa Ferreira, o valor pago atualmente gira em torno
de 14% do valor repassado dos royalties. “Essa vitória foi muito importante
porque, se a Justiça acatasse o pedido da empresa, o município teria que pagar
em torno de R$ 130 milhões de atrasados e voltaria a pagar mensalmente uma
parcela de aproximadamente R$ 10 milhões, o que comprometeria as políticas
públicas que estão sendo desenvolvidas”, declarou.
A Justiça
compreendeu que, com o superávit do valor dos royalties, a empresa já teria um
aumento no valor da parcela paga pela Administração Municipal, tendo em vista
que a obrigação financeira é baseada em um percentual do que é repassado aos
cofres públicos. Além disso, não houve nenhum fato novo que justificasse a
revogação da liminar obtida pelo município.
HISTÓRICO – No
início de 2017, a Prefeitura de Rio das Ostras conseguiu comprovar na Justiça o
fim de seu débito com a construtora Odebrecht Ambiental no contrato da Parceria
Público Privada (PPP), firmado com a empresa em 2007 para a realização de obras
de saneamento no Município.
A empresa
vencedora da licitação conseguiu, junto ao BNDES, um empréstimo para execução
do contrato a juros bem menores aos que foram repassados ao município. O
financiamento com o banco de mais de R$ 263 milhões teve uma taxa de juros
anual de 2,34%, mais o índice TJLP para a realização da obra. No entanto, a
companhia cobrou do Município uma taxa de juros anual de 18,43%, mais o IPCA.

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