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Vagão
envolvido na ocorrência tem marcas de tiros no
pára-brisas
da composição - Jornal O DIA
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Uma outra
pessoa ficou ferida por estilhaços, mas não se sabe se estava envolvida no
crime; caso aconteceu em um vagão na estação de São Cristóvão
Rio - Um
tentativa de assalto dentro de um trem da SuperVia, às 5h desta quarta-feira,
acabou um com bandido morto. O caso aconteceu em um vagão na estação
São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, um homem anunciou o
assalto, enquanto outros dois agiam em outros vagões, e um agente da Secretaria
Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que estava armado, reagiu. O
criminoso foi morto e um passageiro, identificado como João Nunes, de 64 anos,
acabou ferido por estilhaços.
As informações
iniciais indicavam que se tratava de um policial civil armado dentro do trem.
No entanto, a reportagem do jornal O DIA apurou no local que,
na verdade, se tratava de um agente da Seap. Ele ainda não foi
identificado.
O agente da
Seap conversou com a PM e informou que os três criminosos estavam realizando um
arrastão em vagões diferentes. O criminoso morto foi baleado pelo agente
após anunciar o assalto e virar de costas. Os outros dois suspeitos escutaram o
disparo e apertaram o botão do pânico, que fez com que o trem parasse
imediatamente e as portas se abrissem. Como a composição já estava próxima da
estação de São Cristóvão, eles acabaram conseguindo fugir.
A Seap informou
em nota que o agente envolvido é um inspetor de segurança e administração
penitenciária, lotado no Presídio Milton Dias Moreira, em Japeri, e estava
retornando do plantão no momento da ocorrência. Ele não foi ferido e
passa bem. A Secretaria ainda ressalta que a polícia foi acionada para registro
do caso e que a Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário
também acompanha o caso.
De acordo com
os Bombeiros, o quartel de Benfica realizou o atendimento no local, onde
já encontraram o suspeito morto, e informaram que ele teria cerca de 30 anos.
João Nunes recusou atendimento médico e está no local, junto com a Seap, para
acompanhar a perícia. Investigadores da Delegacia de Homicídios da Barra
da Tijuca chegaram ao local às 9h. Três horas depois da morte do suspeito.
No trem em que
aconteceu o arrastão, e que um suspeito foi morto, a reportagem do jornal O
DIA contou dezenas de marcas de pedradas e de tiros no pára-brisas da
composição. “Isso mostra a realidade da violência, no Rio, que a população tem
que enfrentar diariamente”, disse Cláudia Maria de Souza, 49, empregada
doméstica.
Segundo a
SuperVia, o trem seguia para o ramal de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e
está parado na plataforma central na Central do Brasil para a realização
da perícia. A Polícia Militar e agentes da SuperVia estão no local com o corpo.
O funcionamento dos trens, na manhã desta quarta-feira, segue normal, apesar da
ocorrência.
"Até o
momento, a circulação dos trens não foi afetada pela ocorrência. Os intervalos
e horários das partidas foram mantidos em todos os ramais", informou a
SuperVia por volta das 6h30.
Manoel da
Conceição Dias, um pintor de 40 anos, que estava no trem no momento da
ocorrência, classifica o acontecimento como absurdo e se preocupa com a
violência no Rio:
"É um
absurdo a violência no Rio. Já fui assaltado duas vezes, em uma delas levaram tudo
o que eu tinha, até as minhas ferramentas de pintura", conta.
"Não se resolve violência com violência como aconteceu hoje",
ressalta.
"A
intervenção não está resolvendo nada. Nós não conseguimos ter uma sensação de
segurança, eu não consigo ver uma redução dos crimes no Rio",
desabafa.
Por RAFAEL NASCIMENTO

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