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© Fornecido
por AFP Ex-presidente do Equador Rafael Correa
durante uma
entrevista para a AFP em Havana, em 20 de abril de 2018
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A Justiça do
Equador decretou nesta terça-feira (3) a prisão preventiva do ex-presidente
Rafael Correa (2007-2017), que vive na Bélgica, por seu suposto envolvimento no
sequestro de um opositor na Colômbia em 2012.
A juíza Daniela
Camacho "nega pedido de revisão de medidas cautelares à defesa do
ex-presidente Rafael Correa, resolve impor prisão preventiva contra ele e emite
alerta vermelho à Interpol", disse a Corte Nacional de Justiça (CNJ) no
Twitter.
Camacho acatou
os pedidos do procurador-geral, Paúl Pérez, que denunciou Correa "por
associação criminosa e sequestro", confirmou a Procuradoria na mesma rede
social.
O caso envolve
o ex-deputado opositor Fernando Balda, alvo de uma tentativa de sequestro
ordenada por Correa.
Balda,
ex-deputado do Partido Sociedade Patriótica (PSP), afirma que estava em Bogotá
em 2012 quando cinco pessoas o colocaram a força em um automóvel, que a polícia
colombiana interceptou frustrando o sequestro.
Pelo mesmo caso
já estão detidos três agentes de Inteligência e um ex-comandante da Polícia, e
há pedido de prisão contra um ex-chefe da Secretaria Nacional de Inteligência
que está na Espanha e cuja extradição foi solicitada pelo Equador.
Pérez havia
solicitado a prisão de Correa "por descumprimento de medida cautelar de
apresentação periódica" à secretaria da CNJ em Quito.
Na
segunda-feira, Correa se apresentou ao consulado equatoriano em Bruxelas, onde
vive desde que deixou o poder, em maio de 2017, após uma década de governo.
O ex-presidente
considera que sua apresentação se enquadra nas convenções e leis internacionais
para exercer seus direitos como equatoriano residente no exterior.

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