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Prefeito do
Rio sancionou lei que obriga uso de canudos
de materiais
recicláveis ou biodegradáveis.
(Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Quem
descumprir medida está sujeito à multa de R$ 3 mil. Prazo para entrada em vigor
ainda não foi determinado pela Prefeitura do Rio.
O prefeito do
Rio, Marcelo Crivella, sancionou a lei que obriga os comerciantes a usar e
fornecer aos consumidores apenas canudos feitos com material ecologicamente
correto. A medida foi publicada no Diário Oficial da cidade do Rio desta
quinta-feira (5). O
projeto havia sido aprovado na Câmara Municipal em junho.
De acordo com o
projeto de lei de autoria do vereador Dr. Jairinho (MDB), quem descumprir a
medida está sujeito à multa de R$ 3 mil. Em caso de reincidência, as multas
serão de R$ 6 mil.
“Obriga os
restaurantes, lanchonetes, bares e similares, barracas de praia e vendedores
ambulantes do Município do Rio de Janeiro a usar e fornecer a seus clientes
apenas canudos de papel biodegradável e/ou reciclável individualmente e
hermeticamente embalados com material semelhante”, afirma o artigo primeiro da
lei sancionada.
O único artigo
vetado pelo prefeito foi o que determinava que a lei entraria em vigor
imediatamente, após a publicação.
“O mesmo não
merece prosperar em sua totalidade, pois a vigência imediata sugerida pela
proposição, logo após sua publicação, não oferece à Administração e aos atores
envolvidos prazo para a adequação de suas ações, impossibilitando a divulgação
e o disciplinamento da execução pelo Poder Executivo”, explica o texto da
publicação.
O prazo para a
entrada em vigor da medida ainda não foi determinado pela Prefeitura do Rio.
A justificativa
do projeto de lei alerta sobre a necessidade de controle do material na
natureza.
“Se você usar
um canudo por dia durante 10 anos, 3.650 canudos plásticos acabam em aterros.
Estes canudos plásticos são terríveis para o nosso meio ambiente, pois pelo
fato de não serem absorvidos pela natureza, ocorrem terríveis situações como os
plásticos nos oceanos, que, devido a correntes marítimas chegam a vagar pelo
planeta inteiro e muitos animais aquáticos morrem ao ingerir tais materiais.
Existe também o problema, caso sejam eliminados por incineração, de serem
altamente poluentes”, explica o vereador.
Por Cristina Boeckel, G1 Rio

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