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Jefferson
Quintanilha teve 60% do corpo queimados, segundo
informou o Hospital das Clínicas de
Teresópolis
(Foto:
Polícia Militar | Divulgação)
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Delegado
descartou que o porteiro tivesse qualquer caso com a mulher do agressor,
conforme alegou em depoimento. Vítima estava no primeiro relacionamento há dois
meses.
O homem que
aparece nas imagens que mostram o porteiro Jefferson Quintanilha, de 23 anos,
ser incendiado em um condomínio de Teresópolis, na Região Serrana do Rio,
contou o que viu e reproduziu, em entrevista ao RJ Inter TV, as palavras que
ouviu do agressor no momento em que jogou gasolina no rosto do porteiro e
acendeu o isqueiro.
"Só
escutei uma voz assim: toma a tua parte", disse Almerico Portela Corrêa.
Nas imagens,
Almerico aparece do lado de fora da cabine, ao interfone, e bem perto da
vítima.
"Fui
olhar, já aquele clarão e já me joguei para trás. O Jefferson saiu todo
queimado. Eu fiquei estarrecido, não sabia o que fazer", contou.
Segundo a
Polícia Civil, o agressor, Marcelo Cavalcante Gomes, ao confessar o crime,
disse que "percebeu uma troca de olhares" ao passar de carro pela
guarita do condomínio com a mulher, e que isso despertou um ciúme incontrolável
nele.
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Marcelo
Cavalcanti, homem que confessou ter ateado fogo
em porteiro
em Teresópolis, RJ, se entregou na delegacia
(Foto: Reprodução/Inter TV)
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"Ele
julgou que aquela troca de olhares ali teria sido algo a mais. Nesse momento
ele decidiu por atear fogo na vítima. Ele disse que a gasolina já era algo que
usava com frequência dentro do veículo. Nós não temos dúvida de que ele tinha
pleno conhecimento, pleno domínio, que ele sabia o que ele tava fazendo, que
ele sabia contra quem ele tava atacando, e ele agiu sozinho", afirma o delegado
responsável pelo caso, Leandro Aquino.
O delegado
descartou a possibilidade de que Jefferson tivesse qualquer envolvimento com a
mulher de Marcelo. Jefferson, inclusive, está há dois meses em seu primeiro
relacionamento.
"Escutamos
diversas pessoas ali do condomínio. De fato não há nenhuma prova. Nós não
suspeitamos em nenhum momento que o Jefferson, de fato, tenha esse
relacionamento extraconjugal", afirma o delegado.
A namorada da
vítima, Beatriz da Silva, disse que não dá para acreditar que isso esteja
acontecendo.
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Jefferson
Quintanilha teve 60% do corpo queimados, segundo
informou o Hospital das Clínicas de
Teresópolis
(Foto:
Polícia Militar | Divulgação)
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"Tenho
certeza que esse homem é louco. Inventou isso na mente dele. Uma coisa que nem
existe".
Beatriz ainda
acrescentou que todos estão esperando por ele em casa para dar "apoio e
amor".
A irmã de
Jefferson, Camila Quintanilha, contou que ele nunca foi de festa, balada e nem
de se envolver com coisas erradas. "Ele é muito focado", diz a irmã,
acrescentando que a família quer Justiça.
Ferimentos
Jefferson teve
60% do corpo queimados e continua internado em estado grave no Hospital
Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis. Na noite desta
segunda-feira (25), a irmã dele, Camila Quintanilha, disse que o irmão teve uma
leve melhora e que tem respondido bem aos medicamentos e já tenta respirar sem
ajuda mecânica.
Segundo
Leandro, o agressor vai responder por tentativa de homicídio e incêndio. Ele
teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Família
Amigos e
parentes fizeram cartazes e camisa em apoio a Jefferson. Ao G1, a
mãe do porteiro, Maria Lúcia Quintanilha, disse que "isso
não se faz nem com um animal. Imagina com um ser humano". Ela
foi quem
ajudou a apagar as chamas do filho no dia do crime.
Por G1, Teresópolis



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