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Fachada da
UPP Cidade de Deus, a próxima a
ser extinta
(Foto: Reprodução/TV Globo)
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Bases darão
lugar a uma companhia destacada até julho.
A Unidade de
Polícia Pacificadora da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, é a próxima da
fila do programa de enxugamento em execução pelo Gabinete Integrado da
Intervenção. A informação foi confirmada pelo porta-voz da PM, major Ivan Blaz.
Não há data exata
para a desativação. A previsão é que até julho as bases deem lugar a uma
companhia destacada do 18º BPM (Jacarepaguá).
Esta será a
quarta UPP a ser desativada. Já foram extintas as UPPs da Vila Kennedy e do
Batan, também na Zona Oeste do Rio, e da Mangueirinha, na Baixada Fluminense.
A decisão de
acabar com metade das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) foi
tomada pelo Gabinete de Intervenção Federal na Segurança do Rio de Janeiro no
dia 26 de abril. A decisão foi tomada com base em estudo da
Polícia Militar que aponta que certas unidades estão em locais de grandes
confrontos, onde as forças de segurança já perderam o controle.
Símbolo do
processo de pacificação em favelas cariocas, a 1ª UPP nasceu no Morro Dona
Marta, em Botafogo, na Zona Sul. A última delas foi instalada na Vila Kennedy,
na Zona Oeste. O projeto das UPPs chegou a ser considerado um dos mais
importantes do país na área de segurança pública.
Um dos
objetivos era acabar com o domínio do tráfico de drogas nesses territórios. Nos
primeiros anos, os índices de criminalidade chegaram a cair, mas desde 2013
teve início uma nova escalada da violência.
Com as UPPs sem
dinheiro e sem força, os traficantes voltaram a exibir fuzis e a mandar nos
morros, mesmo estando ocupados pela polícia. Agora, a maioria das unidades que
deixará de existir será transformada em companhia destacada da corporação.
O Gabinete de
Intervenção definiu que todos os PMs lotados nessas UPPs passarão a trabalhar
para batalhões de cada área.
O ministro
extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, criticou
um dia depois o sistema de funcionamento das UPPs.
"Houve uma
expansão maior do que as pernas do estado poderiam manter com os recursos que
se tinham. Aquilo que deveria ter uma expansão de forma sustentável não foi.
Foi muito além das possibilidades de manutenção do estado. Isso degradou grande
parte das UPPs", comentou, após a primeira reunião do Conselho de
Segurança Pública da Federação das Indústrias do Rio (Firjan).
"As UPPs
eram a ponta de um projeto onde você teria polícia pacificadora, mas o estado
deveria entrar com saúde, com educação, o que também não entrou. Então, uma
parte dessas UPPs se transformou em algo que já não tinha as funções para as
quais elas foram concebidas", emendou.
O próximo
passo, após o corte nas UPPs, é melhorar o policiamento. "Fazer uma
reformulação, reduzir, melhorar as unidades que estão em condições para tal,
trazer mais policiamento para as ruas e colocar grupamentos ou destacamentos
que vão permanecer dentro da comunidade."
Por G1 Rio

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