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© Dida
Sampaio/Estadão Raul Jungmann
em entrevista coletiva em Brasília.
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BRASÍLIA -
Titular do Ministério da Segurança Pública, ao qual a Polícia Federal está
vinculada, o ministro Raul
Jungmann afirmou nesta segunda-feira, 11, que vazamentos de dados
sobre o inquérito que investiga o presidente
Michel Temer representam um assassinato moral e político do
emedebista. Mais cedo, em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto,
ele afirmou que Temer era vítima de injustiças.
"O
presidente tem tido um comportamento impecável e respeitoso a todas as regras a
que se vê submetido nos processos que enfrenta. A injustiça vem dos vazamentos
diários, e não tem contraparte em termo de detalhes. Vazamentos representam um
assassinato civil e político do presidente. Representa uma injustiça e um
assassinato moral do presidente e de que qualquer um de nós", disse o
ministro.
Jungmann
ponderou que não se refere à PF, mas a todas as instituições que devem manter
os dados sob sigilo. Ele disse que não só Temer, mas também outros políticos
são alvos de "campanha diária" por meio do vazamento de dados
sigilosos de investigações. "Não estou fazendo qualquer reparo ao devido
processo legal", afirmou. "É algo que agride a consciência de
Justiça. Se, ao final, alguém é absolvido, quem vai ressarcir por tudo o que
foi passado? Se for culpado, o processo já é a pena."
O ministro
disse não acompanhar passo a passo apurações que ele mesmo determinou à PF por
causa de dados do inquérito dos
portos, que tem Temer como um dos alvos, os quais vieram a conhecimento
público por meio de reportagens.
Sobre a impopularidade de Temer, que chegou a 82% conforme
a última pesquisa Datafolha, Jungmann afirmou que a popularidade "vem e
vai" e que o governo do emedebista "enfrentou muita dificuldade"
e "tomou medidas que contrariaram o interesse de corporações".
Jungmann ponderou que Temer "não irá colher os frutos do que está
criando", mas tem responsabilidade com o Estado".
O ministro
comparou Temer a um "timoneiro" e afirmou que o presidente "dá
exemplo de como enfrentar uma crise". "Os brasileiros serão gratos
por esses dias difíceis e árduos", disse. O ministro afirmou que o governo
federal pela primeira vez dá um rumo no combate à violência no País e que as
medidas do governo são suficientes para enfrentar o crime organizado,
garantindo "segurança, direito à vida, à tranquilidade e ao sossego".

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