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© Fornecido
por AFP O ministro italiano de Assuntos
Europeus, Paolo Savona, em Roma, em 12 de
junho de 2018
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O ministro
italiano de Assuntos Europeus, Paolo Savona, recusado para ocupar a pasta de
Finanças pelo presidente italiano devido ao seu euroceticismo, afirmou nesta
terça-feira (12) não ter um "plano B" para tirar seu país da zona do
euro.
"Como devo
dizer? Não existe um plano B, nunca pedi para sair do euro", garantiu, em
um encontro com a imprensa estrangeira em Roma.
"O que
mais vocês querem? Quantas vezes tenho que repetir? (...) É 'não', é isso. Está
claro? Minha posição é clara", reiterou o homem, cuja nomeação originou a
crise política mais grave vivida pela Itália nos últimos anos.
Contudo, em seu
último livro, apresentado nesta terça à imprensa estrangeira, Savona afirmar
ser necessário "preparar um plano B para sair do euro se formos obrigados,
quer queiramos ou não".
O economista de
81 anos, ex-ministro da Indústria nos anos 1990, também negou toda hostilidade
com a Alemanha, mas reafirmou seu direito a criticar o país.
Suas críticas
ao euro e à Alemanha lhe renderam, no fim de maio, o veto do presidente
italiano Sergio Mattarella à proposta da Liga (extrema direita) e do Movimento
5 Estrelas (M5S, antissistema) de nomeá-lo Ministro das Finanças.
Ele acabou
sendo nomeado na pasta de Assuntos Europeus.
AFP

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