‘Isso não se faz nem com um animal’, diz mãe de porteiro que foi incendiado por morador de condomínio em Teresópolis | Rio das Ostras Jornal

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‘Isso não se faz nem com um animal’, diz mãe de porteiro que foi incendiado por morador de condomínio em Teresópolis

Maria Lúcia Quintanilha, mãe de Jefferson, porteiro que
teve o corpo incendiado em Teresópolis
(Foto: Reprodução/ TV Globo)
Jefferson teve queimaduras em 60% do corpo. O estado de saúde dele é considerado grave.
A mãe do porteiro Jefferson Quintanilha de Souza, incendiado por um morador do condomínio onde ele trabalha, em Teresópolis, na Região Serrana, desabafou sobre a condição do filho no hospital onde ele está internado, no Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.
“Ele tem que pagar o que ele fez. Não tem explicação. Isso não se faz nem com um animal. Imagina com um ser humano”, destacou Maria Lúcia Quintanilha.
Jefferson Quintanilha teve 60% do corpo queimados,
 segundo informou o Hospital das Clínicas de Teresópolis
 (Foto: Polícia Militar | Divulgação)
Na última terça-feira (19), um morador foi até a portaria do condomínio onde ele trabalhava, jogou gasolina no rosto dele e ateou fogo. O suspeito saiu caminhando tranquilamente.
Jefferson teve queimaduras em 60% do corpo. O estado de saúde dele é considerado grave.
“O mais preocupante são as vias respiratórias dele. Porque quando foi ateado fogo ele aspirou as chamas. É a parte mais grave”, contou Michele Peixoto, tia de Jefferson.
Prisão decretada
Marcelo Cavalcanti Gomes teve a prisão
decretada (Foto: Reprodução/ TV Globo)
A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou a prisão de Marcelo Cavalcanti Gomes, que é morador do condomínio onde Jefferson trabalhava. Ele é apontado como responsável pelo crime e já é considerado foragido.

A família pede justiça. “Ao vê-lo entrar no CTI e sair de lá com os olhos cheios de lágrimas e não ter coragem de ouvir o que o médico tinha para dizer foi muito duro”, disse a tia.
De acordo com relato da irmã de Jefferson ao G1, ele correu cerca de 300 metros da portaria até chegar em casa, e receber o socorro da mãe e de vizinhos, que usaram um tapete e até terra para apagar as chamas.
Por Bom Dia Rio

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