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© Dida
Sampaio/Estadão O empresário Joesley Batista
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BRASÍLIA - A
Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal
(MPF) contra o ex-procurador da República Marcello
Miller, apontado como “estrategista dos acordos de colaboração”, e
contra o empresário Joesley
Batista, do Grupo J&F. Eles se tornaram réus acusados de corrupção.
Também se tornaram réus procurador jurídico do grupo Francisco Assis e Silva e
a advogada Esther Flesch, ex-sócia do escritório Trench Rossi e Watanabe.
A denúncia,
aceita pela 15ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, aponta como crime
uma promessa de pagamento indevido de R$ 700 mil dos executivos a Miller para
dar orientações na colaboração premiada enquanto ainda era integrante do MPF.
O pagamento
seria feito por meio de um contrato entre Miller e o escritório Trench, Rossi e
Watanabe, por serviços prestados entre março e o início de abril, enquanto
ainda não havia sido exonerado do MPF, sendo que o escritório só o contrataria
formalmente a partir de 5 de abril. Os procuradores não mencionam se os valores
chegaram a ser pagos.
Em nota, a
defesa de Joesley Batista reafirma que o colaborador não praticou o crime a ele
imputado. “O empresário nunca ofereceu qualquer vantagem indevida a Marcello
Miller e reitera que eventual irregularidade na contratação de um sócio pelo
maior escritório de compliance do mundo deve recair única e exclusivamente
sobre essa banca de advogados. Nem mesmo a advogada criminalista contratada à
época para conduzir a colaboração premiada alertou acerca de qualquer
irregularidade”, diz a nota.
A defesa de
Miller e dos outros réus não foi localizada até a conclusão desta reportagem.
Teo Cury
Estadão
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